sexta-feira, 12 de junho de 2009

Enganei o barroco, na casca do ovo!

Não adianta! Minha mente está bloqueada, porque tenho um assunto em haver e, até que eu o resolva por completo, estarei assim, bloqueada para produzir - ou bloqueando, depende do contexto. Provavelmente, todas as postagens desde fevereiro tenham sido umas porcarias por causa dessa interferência, me desculpem os que leem, mas eu não consigo ficar sem escrever, ainda que seja só para dizer que não vou ou não consigo escrever nada.
Já que não consigo produzir, pensei em relembrar fatos. Na época, passou batido, mas agora, creio que já refleti sobre o assunto, portanto, posso falar sobre. Como diria vovó, "pra morrê, basta tá vivo"

A seguir, transcrevo a dramatização do conto "Uma noite no hospital", ocorrido dia 01/04/09.

- Simone no hospital!!?? Como assim! Só pode ser piadinha de dia dos bobos. Caraca, o Schlee estava vindo pra Jaguarão e a maluca estava lá, deitadona numa cama de hospital, com soro enfiado no braço. Não sei se foi porque fiquei impressionada de ver mamãe naquela situação ou o que, mas aquele troço parecia do tamanho de um garrafão de 5 litros de vinho!
E era todo mundo querendo saber notícias ao mesmo tempo. E eu já não sabia para quem eu tinha que exagerar, para quem eu tinha que amenizar a situação e para quem eu tinha que dizer a verdade!! [Sabe como é né.. charme é charme em qualquer situação.] Estava ficando louca. Para não enlouquecer sozinha, fomos visitá-la - Mi e eu. Chegando lá, encontramos o papai K. E não é que até no hospital fizemos bagunça. Mi e eu nos perdemos lá dentro. Dá pra acreditar que a gente deu toda a volta no hopital, subimos por uma escada, descemos por outra. Estava legal a brincadeira, mas já estava ficando tarde.. Até que enfim, nos achamos - ou nos acharam, nem lembro...
A mãe tava lá, deitadona, com um livro e um abajurzinho brega. Nunca mais esquecerei aquela cena. Me assustei... só faltava forçarem-na a fazer tricô!! O baque foi tão grande que quase gritei. Mas não quis deixá-la nervosa, afinal, mãe sente o mesmo que a gente.
Sorri!
Ela sorriu.
Pensei que estava tudo bem.
Mas aí vem a bomba; - "Acho que vai ter que se operar em Pelotas".
"Ó mai gódiii" - pensei.
Então, a coisa é grave. Ela estava rindo pra nos agradar... Fui embora triste, mas sempre sorrindo para não assustar ela... Tadinha da mamãe...
Fiquei sabendo que ela ia fazer uns exames e conforme o resultado, já iria direto pra Pelotas. Já estávamos nos organizando pra ajudar de alguma maneira. Uma ia tentar distrair as crianças e o tio, outra explicava a situação na faculdade, outra queria se oferecer pra ir junto, todas pensávamos em explicar para o Schlee o porque de a exibidona do vídeo não estar presente na tão esperada noite com o nosso escritor do core... Tudo em vão...
Tudo em vão... Ao lembrar quase choro.. não consigo conter as lágrimas... Inevitável não faltar-me a respiração...
Como eu acabo de dizer, tudo foi em vão. Ao lembrar o que aconteceu no dia seguinte, eu quase choro - de tanto rir. [huehue] A maluca se deu alta e foi pra casa. Cansou de ficar no hospital!
Cansou de bricar de paciente, perdeu a paciência!

Como assim, digo eu!!

2 comentários:

Pedro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Pedro disse...

hahahha...e o pior (ou melhor) é lembrar da cara da enfermeira apavorada quando falei na possibilidade de dar uma de 'mulher-aranha'...a janela era bem 'facinha'..sabe só fica uma coisa me martelando ...meio estranho...porque aquela mulher estava insistindo com aquela camisa sem mangas....(I am not peter²)