segunda-feira, 27 de junho de 2011

Sorte que eram folhas e não pessoas...

Acabei de pegar meu caderno de Economia e sabe o que havia nele?

Um parênteses antes de responder: (vou contar o fato que levou a essa postagem. Certo dia, eu estava estudando para a prova de Economia do 1º bimestre e a caneta começou a falhar. Então, eu dava uma riscadinha nas margens da folha e ela voltava a escrever. Mas dali a pouco falhava novamente. Sabem o que aconteceu? Eu senti raiva. Senti raiva da caneta e acabei descontando nas folhas. Eu risquei tão forte, mas tão forte que a caneta não só riscou como também rasgou várias folhas do caderno. As marcas são visíveis e palpáveis).

Agora sim, a resposta: Havia as marcas ali. Ainda. Depois de todo esse tempo.

E foi por isso que vim escrever-lhes. Porque as marcas do que a gente faz quando está com raiva não se apagam. Eu agi assim com um caderno, mas há quem aja assim com pessoas. A raiva vai passar, as marcas não. Elas vão estar ali, tatuadas onde se as colocou.
Não há o que eu faça, as folhas não vão voltar a ser lisinhas como antes. Não vão porque machuquei elas. Eu posso olhá-las, posso me arrepender, mas não posso voltar lá - no momento exato da raiva - e consertar o estrago. Porque a raiva já se foi e, agora, parece que eu nunca a senti, mas aqui estão as folhas que não vão me deixar esquecer... Por que?
Meu caderno era lindo, eu comprei lá em Montedideo, a capital do Uruguay. Comprei pra dar de presente, mas ele era tão lindo sabe... antes tivesse dado. A capa dele é toda colorida, bem uruguaia, linda... Vou até tirar uma foto...

A minha culpa já não deveria servir para o meu perdão?? Se eu sou egoísta, prefiro pensar que sim.
A raiva tem isso também. Ela deixa marcas em quem a sente. Disso, eu tenho certeza. 
Por fora, o caderno continua o mesmo, mas dentro.. dentro o que se vê é culpa minha.
Com as pessoas, ocorre o mesmo. As vezes, não cuidamos o que dizemos. Na hora da raiva, fazemos coisas tão ruins que - depois que a raiva nos deixa - a gente pensa que não fomos nós que fizemos, ou falamos, ou agimos de tal modo e tantamos consertar. Mas pessoas não são folhas. 

 As marcas da raiva, em uma pessoa, você não vê.
 

Só vim desabafar um pouco... vou voltar a estudar.

Um comentário:

A. Borges disse...

Sorte que eram folhas...