segunda-feira, 25 de junho de 2012

Não desista dela!

Afirmo: a felicidade é feminina. 
Não, não me refiro ao gênero da palavra, mas ao que representa enquanto sentimento. Uma vez que esta é uma afirmação desde o meu ponto de vista, não posso fazê-la sem apresentar argumentos que a sustentem devidamente e que façam o meu leitor chegar às mesmas conclusões as quais cheguei.
Pois bem: Passamos a vida toda atrás de algo que chamamos de felicidade - esta palavra incrível, que aciona uma imagem diferente na mente de cada uma das pessoas do mundo toda vez que é pronunciada. Aproximadamente sete bilhões de felicidades diferentes existem neste momento e são felicidades mutantes, são felicidades que se renovam. Chegamos, agora, ao ponto em que a minha comparação se faz presente: É difícil [quiça impossível] entender a felicidade, assim como é impossível entender as mulheres. O grande problema é que queremos simplificar tudo e acabamos reduzindo demais... e quase nada sobra para dizer o que nos falta para ser feliz, apesar de sempre faltar um mundo. Mas não tem problema, felicidade boa é a que não se alcança, mas que sempre se busca [opinião minha - uma vez que no rastro da felicidade, acabo sempre encontrando alegrias valiosas]. 
O que se vê e o que se deseja não é - nem de longe - aquilo que se quer de fato.Conclusão: A felicidade é mulher, é uma mulher difícil. O negócio dela é complicar a sua vida. Mas ela não quer que você desista dela.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Olimpíadas de casamento - Modalidade: Arremesso do Buquê

Sim, sim.. eu peguei o buquê no casamento da Carol. Achei interessante a participação na "competição" e decidi contar-lhes o que antecede a disputa. Há que se obedecer a todo um ritual para que se possa vencer essa corrida com obstáculos [e vejam bem, não quero desmerecer as demais competidoras ao chamá-las de obstáculos. Entendam que, naquele momento, é o que eram!]
A primeira dica é posicionar-se estrategicamente na segunda fileira de encalhadas solteiras e ficar com cara de humilde - como se não se importasse em pegar o buquê. Dessa forma, todas pensarão que você é uma competidora fraca.
Agora, o segredo: Dê um grito e pule antes que a noiva jogue o buquê, assim, você distrai todas de uma só vez. Sem entender o que acontece, começarão a entreolhar-se e somente você saberá onde o verdadeiro buquê estará caindo. É hora de atirar-se [no maior estilo "Isso é Esparta!!!]
Se conseguir pegá-lo no ar, missão completada. Se o buquê cair no chão, prepare-se: Modo serpente ON
Abaixada, procure desesperadamente [mas com estilo] pelo buquê. Ao encontrá-lo, aponte para o lado contrário e diga: Tá lá! Quando a aglomeração de meninas se deslocar, você vestirá novamente o estado de sociedade e se despirá do estado de selvageria. Levante-se, caminhe até o buquê, erga-o e diga: É meeeeeeu porraaaaaa!!
Siga este simples passo a passo que eu garanto o buquê. 
O noivo? Bom... o noivo eu já não sei.

quarta-feira, 25 de abril de 2012



Achei que - agora que estás tão longe - não voltarias mais aqui... mas que bom que voltaste ^^

Fica a vontade... a casa ainda é tua.

domingo, 15 de abril de 2012

Eu nunca vi o tempo...


Mudei-me [dentro do meu próprio apartamento] hoje. 
Ficar com o computador no colo o dia inteiro estava acabando com a minha coluna, então, decidi colocá-lo na mesa e usá-lo sentada em uma cadeira como gente
Cheguei à conclusão que todos já sabem: a posição corporal correta é ainda mais dolorosa e incômoda que a outra. Mas faz bem! 
Decidi não abandonar o blog, mas advirto-me: para que as dores valham a pena, o texto tem que me satisfazer!




Por falar em mudança, é dela mesma que pretendo tratar hoje. Não dessa mudança espacial, mas de uma mudança temporal e pessoal. 
Por vezes, não queremos mudar e mudamos... mudamos pra longe de nós mesmos, tão longe que acabamos quase por nos esquecer. Só lembramos quando vemos o velho álbum de fotos palpáveis. Acontece que o tempo vai nos apressando, empurrando, vai nos atropelando de maneira que, quando percebemos, já estamos no amanhã, naquele tempo que "falta muito pra chegar". Mas ele chegou e até passou...
Lembro que, ontem, eu queria ter 15 anos. Hoje, já passei dos 25. E sinto que, quando eu me perceber no amanhã, terei alcançado os 35 me perguntando por onde foi que o tempo passou que eu não vi! 
E nós mudamos. E não sabemos julgar desde dentro de nós mesmos se ela foi boa ou ruim. Mal percebemos que houve a mudança.
Não se decide mudar, mas se muda. 
Corrigindo-me: Eu diria que, no calor do momento, até "decidimos" mudar, mas não é pela nossa decisão que logramos sucesso. As mudanças, em especial as boas, levam tempo. As repentinas não costumam ser sólidas, costumam ser mudanças emprestadas, são jeitos de ser, de vestir de se portar que copiamos de alguém. 
A obviedade de não serem sólidas essas mudanças é justamente porque partem tão de nós quanto a opinião alheia. É uma mudança efêmera, porque é forçada. Explico melhor com um exemplo: A Lili acorda cedo todos os dias e sai pra fazer caminhada. Eu decido fazer o mesmo, mas - logo nos primeiros dias - começo a impor obstáculos... está frio demais, está calor demais, está chovendo, estou com dor na perna, etc... E nos poucos dias que eu faço a bendita caminhada, eu já quero o resultado da Lili!
Então, digam-me: Assim, podemos dizer que mudamos mesmo? 
Não, porque não é uma mudança natural. E, para mantê-la, precisamos dispender muito mais esforço. Por isso, logo abandonamos a "nova mudança" e voltamos a ser o nós de antigamente. Porque se não voltarmos a ser o que éramos, vamos ter que sustentar uma batalha interna entre aquela que mente que vai fazer caminhada todos os dias e aquela que se deprime porque o consistente bumbum de pudim-maravilha só dá o ar da graça na Lili e pra você só sobra a gelatina... 
Uma mudança perene leva tempo pra acontecer. Temos que fazer a coisa que a espécie humana mais odeia fazer: espera por ela, sem forçar. Isso não significa que tenhamos que ficar parados. Ao contrário, temos que passar mais tempo em companhia de nós mesmos, descobrindo o que nos agrada, o que não não custa caro e, a partir daí, começar a praticar.

Mude, meu bem, mas mude quando estiver pronto.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Se há braços, por que não abraços?

Quando. eu. estiver. muito. furiosa. com. você......
Quando.. eu. .estiver. .prestes. .a. .jogar. .algo. .na. .sua. .cabeça..........
Quando eu estiver chorando e dizendo que a culpa é sua......
Quando eu estiver dizendo que nunca mais vou te perdoar.....
Quando eu estiver só olhando indignada pra você, como quem diz: por que você fez isso?...

Não me abrace!


Se você me abraça.... a fúria some...
As coisas que eu ia jogar me escapam das mãos ...
Eu paro de falar que a culpa é sua. E o pior......
Eu não digo que te perdoo, mas você passa a perceber que sim...
A única coisa que permanece igual...
É a minha expressão de "por que você fez isso comigo?" 
Mas - agora - referindo-me ao abraço.
ABRAÇOS me deixam totalmente vulnerável... Não me abraça!

sábado, 31 de março de 2012

Challenge accepted! Carta para Janice...



Dear Janice,

estou há dias pensando em uma forma de responder a este desafio e, sinceramente, acredito que eu não vá conseguir, a menos que as coisas que eu venha a escrever sirvam para que se pense que sou masoquista. 
O que quero dizer é que a dor é - quase sempre - resultado da lambuza em demasia e, portanto, é bom senti-la, entende? [Antes de bom, eu diria que ela é condição] Porque ela tem um quê de consequência de algo que foi imensamente delicioso. A dor é só o preço que se paga, eu diria que é um preço justo por excelência...
Quando falamos em dor, na esmagadora maioria das vezes, pensamos na dor passiva, aquela que nos infligem, naquela que, apesar de não ser física, dói-nos até os ossos. Ela é errada, ela é maldade alheia, etc. Mas e a dor que fazemos os outros sentir? Sim, porque é inocência pensar que ninguém se entristeceu por algo que fizemos ou desmerecemos. Inevitável: falar em dor e pensar na que se sente, nunca nas que causou...
Você, assim como eu, já deve ter lido a extravagância desacorçoante daquele que disse que "pelas alegrias da vida pagamos tão caro que, às vezes, penso que seria melhor se fôssemos infelizes sempre." E, também, assim como eu, você discorda de cada palavra ou interpretação possível, não é? Já vimos tanto da vida que até com a dor já aprendemos a nos lambuzar e não entendemos por que as pessoas ainda não aprenderam a se juntar entre amigas e rir da dor e sorrir da delícia!
É como a incoerente injeção de anestesia... Se você a renega, você entende tudo... Você entende porque uma pequena dor era necessária... Deixemos doer... Não é bom, mas faz bem. Eu sei a dor e a delícia de ser quem eu sou. E que fique um segredo entre nós: as coisas que mais me causaram dor, são as que eu viveria novamente.
Eu disse que ia parecer masoquismo, mas não importa. Talvez seja mesmo... a delícia de ser eu reside aí! O que eu quero dizer é que há uma diferença entre a coisa e conceito da coisa. A dor não é dor pro masoquista; a dor é justamente a delícia...

segunda-feira, 26 de março de 2012

Faltando 5 dias para o casamento!

Agora, sim, tô só pelo sábado.
Minha Gabizinha vai casar lindamente na igreja do Cassino. As 20:00 h ela se tornará a Sra. "Fabinho". 
Eu garanto, vai ser tudo lindo!! Acompanhei o trabalho que foi organizar tudo. Cansativo, muito cansativo. A Gabi, em aula, sempre com sua agendinha de compromissos, desde o ano passado e, agora, o grande dia está tão perto! Estou nervosa por ela, vê se pode!!
Ahhhhh chega logo, sábado! Vem que eu quero ver essa felicidade se completar...
Depois do sim, é #PartiuCaribe!!!

Te amo, Gabii... toda felicidade do mundo pra ti, amadinha minha.

segunda-feira, 12 de março de 2012

A metáfora do pretinho básico!


Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que deveria querer outra coisa.

Passamos a vida percebendo que as pessoas são confusas, que são indecisas, que não sabem o que querem. Percebemos que nós mesmos somos indecisos e que o mundo, também confuso, não nos ajuda a decidir. Passamos a vida num constante dilema: “vou com o preto ou com o estampado?”
O que é a indecisão, senão uma decisão já tomada? Parece contraditório, mas não é. Estar indeciso significa que, tendo de escolher entre duas coisas, você já escolheu subconscientemente, mas tem medo de não ser a escolha certa. A indecisão não existe, nem poderia existir. O que existe e se confunde com indecisão é incerteza.  O dilema ainda está entre nós: “e se eu chegar lá com o estampado e estiverem todos vestidos sobriamente?” Não é bom arriscar. Ou é?
Por vezes, tentamos decidir por intermédio de conselhos. Se temos duas opções e uma só chance de acertar na escolha, é certo que apelemos – para que não corramos o risco de errar [se for pra errar, que erremos embasados em teorias alheias. É sempre bom poder pôr a culpa em alguém]. Então, começam as pesquisas de opinião. Consentimos com o fato de seres exteriores a nós decidirem coisas que dizem respeito exclusivamente a nós. Afinal, quem vê a situação de fora, vê mais claramente[?]. A pessoa só tem que responder: “qual ficou melhor: o preto ou o estampado?”
Acontece que as pessoas também são incertas. Não, indecisas elas não são. Lembremo-nos de que a indecisão não existe. As pessoas decidem, mas elas têm medo de dizer, porque é responsabilidade demais: “e se eu disser que o estampado fica melhor e todos, lá, estiverem vestidos sobriamente?” Mais confusão!
Há sempre os adeptos do pretinho básico: “não tem como errar.” Como assim ‘não tem como errar’? Estatisticamente falando, se há duas possibilidades de escolha e uma oportunidade de acerto, há – sim - chance de errar, e ela equivale a 50%.
Paremos, agora, com a metáfora dos vestidos. Só a peguei de exemplo porque ela é clássica quando tratamos de indecisão. Mas ela pode ser substituída por qualquer outro dilema. Sempre caberá dizer que as decisões são tomadas de imediato, assim que nos são apresentadas possibilidades. O que acontece é que, no fundico da alma, acreditamos que devemos arriscar na outra possibilidade. Justamente porque ela tem um “quê” de impossibilidade, o que acaba tornando tudo mais interessante.
A opinião do ente que escreve é que o pretinho básico é tão básico que já não serve mais para o que nós sentimos. Não somos básicos, somos ácidos! Ah o estampado sim. O estampado é perfeito. Bem... Caso todos estejam vestidos sobriamente, que bom eu achar... Vou brilhar sozinha.
Joguemo-nos. Vamos colorir o mundo!]

Idealização: Janice Dutra Saaberry
Realização: Vivi Freitas
Apoio moral: Leonardo de Oiveira
_____________________________________________________
Como sempre, eu pretendia escrever sob um outro prisma, mas o texto se construiu assim. 

domingo, 11 de março de 2012

Difícil intitular as nossas imperfeições.

Eu nunca disse que eu era perfeita. Até porque eu não enganaria ninguém.

Aliás, quem me conhece de perto sabe que as imperfeições que eu tenho são muito visíveis. Uma delas, acredito que a maior, é não saber querer perdoar. Não, eu não disse que odeio as pessoas que me machucaram, eu - simplesmente - disse que não as perdoo. Apesar disso, eu sigo feliz, eu sigo em frente. Estancada e infeliz eu ficaria se dissesse que perdoo e ficasse me remoendo por dentro. 
As vezes, certas coisas se perdoam sozinhas... culpa do tempo que teima em ficar apagando tudo. 

Quando uma pessoa me fere, eu fico imensamente abalada. Como se eu não esperasse que as pessoas falhassem, do mesmo jeito que eu.
Eu sofro, mas eu sofro mesmo. Eu choro, eu xingo, eu bato, eu mato... Tudo isso dentro de mim. Por fora, sou a indiferença em pessoa. E, por fim, eu me afasto. E nunca mais essa pessoa fica sabendo de mim.
Não dou nem oportunidade para que peçam desculpas. Pra quê? Carinho no ego? Não preciso, obrigada. É hipócrita demais.
É quando eu me afasto que o tempo vem com aquele truque barato: Fazer sumir as lembranças!
A grande verdade é que eu nunca entendi a graça do perdão. Quem inventou essa palhaçada, afinal?
Quer dizer, as pessoas magoam você, elas fazem você sofrer e quando sentem culpa pedem perdão. Você pode sofrer, elas não, é isso?? Simples assim? Como se uma palavra fizesse as lágrimas retornarem aos olhos e tirasse o amargo que você sente toda vez que alguém te diz as mesmas palavras melosas que aquele que te feriu disse. [de mentiras, falemos noutra postagem]

O inventor do pedido de perdão não era uma boa pessoa, ele só precisava de sua consciência limpa outra vez e fez as pessoas acreditarem que o perdão era divino. A mágica do perdão [e a palhaçada também] reside aqui: fazer do arrependimento a estrela do filme, enquanto a dor causada fica só na figuração.
Eu sou das que não gostam de perdoar, mas há pessoas que não conseguem pedir perdão. Talvez saibam que não é a palavra que importa. Elas sabem quando foram perdoadas...

A minha imperfeição é pegar essa mania feia do tempo e derrubá-la bem derrubadinha. E quando ela cai, eu chuto ela. Ou seja, eu não me permito esquecer! Quando aquela pessoa que me magoou começa a se apagar da minha lembrança, o meu cérebro começa a pensar "ah, mas ele nem foi tão mau assim" ou "acho que está tudo bem agora". É nesse momento que eu calmamente deito na minha cama, coloco uma meia-luz, uma música 'bacana' e começo a enumerar todos os acontecimentos que fizeram com que eu não a perdoasse antes.
Aí eu lembro.
Não, não me faz mal, não se preocupem. É que eu gosto que as coisas sejam justas e nada mais justo que não perdoar.

Eu não faço por maldade. É só defesa, sabe... pra eu não andar igual uma boba por aí, sorrindo pra quem me fez chorar.

Ah e antes que eu esqueça... perdoar pode até ser divino, mas divino mesmo é refletir antes de agir, a fim de não machucar ninguém. Assim, o perdão nem precisaria existir. Aliás, ele não existe, é - como eu já disse - uma invenção daquele que precisava estar em paz consigo mesmo.. quer maior prova de egoísmo?

É a minha opinião. Eu me construí a partir dela. Acho legal quando alguém perdoa outro alguém. Tem que ser forte demais, superior demais... Não é pra mim. 
Esses dias a Fran disse, utilizando-se de um discurso alheio: - Não guardo nem dinheiro, vou guardar rancor!
Pois é... foi aí que eu entendi... eu costumo guardar todo o dinheiro que cai nas minhas mãos. Vou tentar perdoar alguém um dia, mas vou começar aos poucos, comprando algumas coisas novas...

quarta-feira, 7 de março de 2012

Moraleja: A Presunção da inocência de Inocência

Inocência é jovem, livre, votante e imputável. Tem vinte e seis anos e não dever prestar contas de seus atos pessoais a ninguém. 

Há duas semanas, sua vida tomou um caminho diferente daquele com o qual já se havia acostumado. Inocência, agora, acorda a cada dia com uma pessoa diferente ao seu lado. E lá se vai um bocado de homens... E algumas mulheres também. 

Algumas vezes, usam aliança e, outras vezes, ainda é visível o bronzeado que se formou ao redor de onde costumava ficar a aliança. 

Pensa que há algo estranho, porque não sabe seus nomes, não sabe nada de nenhum deles. Na verdade, em grande parte das vezes, ela não os olha nos olhos e, no meio do dia, já não é capaz de lembrar seus rostos.

Uns roncam, bocas abertas e sobressaltos. Outros dormem tão silenciosamente que é possível sentir como estão bem, como estão em paz. É difícil, mas Inocência já conseguiu encontrar pessoas que gostam de conversar antes de dormir.

E toda manhã acontece a mesma coisa, Inocência acorda ao lado de qualquer ilustre desconhecido, arruma o cabelo, passa as mãos pelo rosto, pega sua bolsa e...
Desce do ônibus.

Moraleja: Só quem tem malícia vê malícia onde não tem.