quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Lar, doce lar

 Bom, gente, essas são as primeiras fotos na casa nova. Eu vou apresentá-la pra vocês e um pouco da rotina também.

Primeiro, onde eu durmo, estudo, vejo filme, estudo e também é onde eu estudo. Meu quarto. Claro, ignorem a pessoa que está metida a modelo nas fotos. Mas, sabe, achei muito sem graça mostrar só os móveis, preferi me colocar ali no meio. Cama, caminha... ai ai




Bueno, ali é a cozinha... um lugar que, ultimamente, tenho gostado muito de frequentar. Tenho testado uns pratos aí.. hehe Invenções minhas  - apartir de ideias dos outros. No começo, era muito chato cozinhar só pra mim, agora, tá beleza. Os quilinhos a mais que estão aparecendo me dizem que devo maneirar no requeijão, no creme de leite e na maionese...
Aqui, é a área.. onde eu lavou roupa "todo dia, que agonia" rsrsrs.. Legal, minha área tá até pegando um solzinho loco de bueno. A primeira coisa que eu faço quando chego da faculdade é abrir a porta da área. Menos quando está chovendo, óbvio...



Lá atrás é o banheiro. Adoro o banheiro, é tão bonito. Dá até pra treinar uma xadrez... Ah, sim, estou aprendendo a jogar xadrez, fiquei com vergonha de ser praticamente a única pessoa no mundo a não entender qual o objetivo do jogo. Até hoje o computador nunca me deixou ganhar.. humf! falta de cavalheirismo!



Era isso, amigos blogueiros e leitores. É  o meu doce lar. Amigos são sempre bem-vindos (se trouxerem mate, porque to só na saudade de tomar um matezito).

Coisa boa poder ter voltado a escrever no blog. Graças a Deus, o bimestre acabou e me sinto livre novamente. Ou melhor, amanhã é oficialmente o último dia, mas já to comemorando desde hoje.

Eu já disse hoje o quanto eu amo você??? 

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

"Hoje vou te fazer chorar..."


Sonhei com essa música - o que é muito estranho porque nem eu mesma sabia que eu lembrava dela. Não resisti em colocar ela no blog. Não espere ver um videoclipe, afinal, o que importa é a música e a letra dela. Escutemos, leitores amados, e pode ser que aprendamos algo com ela.
Engraçado como as pessoas escutam a música e pensam tratar-se algo triste, enquanto não é! (ou é?)
Eu e minhas interpretações errôneas.. onde vamos parar? Interpreto a vida, as coisas, as pessoas que me cercam, as pessoas que cercam as pessoas que me cercam... Pelo que vejo interpreto sempre errado. E, pelo que vejo, não sou a única.

Bom, chega né.. vou lá escutar Kuduro que eu me alegro mais ainda. Bóóóra fazer dá sala de casa um salão de dança?? Vem comigo???

Antes era um prazer, sabe.. escrever aqui. Agora.. poxa, agora tenho que me privar, tenho que escolher as palavras como se fossem rosas num jardim imenso (tá certo que, as vezes, eu escolho as que espetem mais), mas, poxa, o blog é meu. E ainda me acusam de estar atacando, de ser má.. sendo que, aqui, eu nunca disse mentira alguma e, ainda assim, todos ficaram contra mim. Esta manhã, estou tendo que retirar várias postagens, simplesmente porque se as quiseram interpretar erroneamente. E, apesar de ter achado um escândalo em absoluto, vou retirá-las. Afinal, as pessoas sabem DIZER, mas não aprenderam a OUVIR. Vou ajudá-las a continuar não aprendendo, a continuarem estagnadas. Mas, repito, vou retirar, em que pese eu não ter dito nenhuma mentira. 
Mas o que resolveria isso e, aliás, teria feito com que nunca tivesse começado, seria o bom e velho conselho que acabei de inventar agora: Se não quer correr o risco de me interpretar errado, NÃO ME LEIA!

É... parece que a vida olhou pra mim, ontem, e disse: Não é por mal, mas vou te fazer chorar, hoje vou te fazer chorar..
Mas eu simplesmente me recusei e acabei com a festa dela! Afinal, o amor que "ainda estava lá" da música, interpretei como amor próprio. Besote, lectores.

Ahh.. não esqueçam de ouvir a música.

domingo, 18 de setembro de 2011

Música de rodapé:

Que coisa louca, eu já sabia
Enquanto eu me arrumava, algo me dizia:
"Você vai encontrar alguém que vai mudar
A sua vida inteira da noite pro dia."
(Tá vendo aquela lua - Exaltasamba)

Só digo uma coisa... não digo mais nada.. rsrs

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

A foto é do comecinho de março de 2011. Nesse dia foi realizado o Apadrinhamento dos bixos do Direito diurno.
O sentimento de realizar um sonho só pode ser comparado a uma coisa: à realização de um sonho! (Redundante??? - Eu diria que não)
Mas vim aqui pra fazer uma retrospectiva de 2011 - apesar de saber que o ano ainda tem mais de três meses pela frente. E - palpite meu - muita coisa booooa ainda vai rolar neste ano.

Cara, dá pra acreditar que eu tô morando aqui em Rio Grande desde o dia 1º de março e eu nunca tinha ido no tal do canalete num final de semana a noite?? Mas, ontem, eu fui. Eu descreveria o fluxo de pessoas mais ou menos assim: Um domingo de MotoFest em Jaguarão rsrs. Muita gente! Muita música! Muito bom!
Um mate...
Um amigo...
Um passeio...
É.. caiu bem mesmo.

Esse ano foi o mais diferente de todos os outros que eu já passei. Longe de casa. Aprendendo que as mínimas coisas, que antes eu achava que se faziam por mágica, agora tem de ser feitas por mim e, parece loucura adimitir, mas é muito legal. Só pra constar, às coisas que se faziam por mágica eu me refiro às coisas feitas pelas mães e que a gente não dá valor.
A partir do momento em que você passa a morar sozinho, é você quem limpa tudo, é você que controla o dinheiro, é você que sabe o que tem que ter na próxima lista de compras, etc.
O lado ruim de morar sozinha?? Eu diria que nenhum.
O lado ruim de morar longe da família?? Todos!

Não dá para deixar de falar dos amigos que eu fiz em 2011, assim como da falta dos amigos, os quais eu me afastei neste ano.
As tardes divertidíssima que eu tenho passado com aquele pessoal de aula me fizeram pensar que eu estava dando importância para coisas erradas, me preocupando com nadas e perdendo de sorrir quando havia tantos motivos para fazê-lo!
Agora, com o calorzinho que tem feito, então, é tudo!! Quando eu tô saindo de casa as 7:30 eu abro a porta e - beleza - o sol está lá! E quando não está, paciência.. mais tarde, ele volta! Tudo o que é bom e nos faz bem sempre volta o/

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Aquela maldita música... mas não é aquela, é AQUELA

... sabe como é, mulher tem dessas coisas de "a nossa música"...

Há alguns dias, eu falei sobre imagens especiais (ou que um dia foram), e queria dizer que o mesmo se aplica às músicas. Só que, em vez de travesti-la no Paint, você pode fazer uma paródia ridícula.
Engraçado como as músicas nos marcam tão profundamente, seja para a alegria, seja para a tristeza. Porque, feliz ou infelizmente, conseguimos nos encaixar em qualquer letra.
Lembro que há uns bons anos atrás, eu simplesmente odiava a música Big girls don't cry, da Ferggie e não era só porque eu era uma garota grande chorando, era só porque meu ex-namorado adorava ela. Diria que, "de maneira bem engraçada", essa música já foi toque no meu celular e, depois do fim do namoro, eu comecei a odiar até a coitada (mas linda e afinadíssima) Ferggie. Na verdade, eu havia pegado 'nojo' de todas as músicas que falassem de amor (a nossa música era Longe de você, do CB Jr., a música mais linda do mundo). Se eu escutasse qualquer música, de qualquer espécie, eu deixava o recinto. E se a música fosse na rua, eu adentrava qualquer recinto. E isso é triste, porque é triste viver sem música. Fiquei um bom tempo sem música, até que um dia apareceu uma pessoa que disse: Pede qualquer música que eu toco e canto pra ti.
Eu disse: eu não escuto música.
Ele disse: impossível! deve ter alguma que goste.
Eu disse: não (mas pensei numas quarenta, em uma fração de segundo).
Então ele começou a tocar e eu não pude deixar de rir... e ainda rio ao lembrar.. "na sua boca eu viro fruta, chupa que é de uva, chupa.. chupa, chupa que é de uva". (olha só.. tô rindo igual uma idiota)
Fim da exclusão musical na minha vida. música novamente, muita música, muita mesmo.

Depois desse episódio magnífico do Everton tocando e cantando Chupa que é de uva, na sala da casa dele, a mãe dele na cozinha e eu vermelha até dizer chega, teve o segundo episódio que me fez odiar as músicas de amor.
Dessa a vez, a nossa música era O sol, a lis e o beija-flor. Cara, a segunda música mais linda do mundo e eu desperdicei com o cara mais bestão que existe! Os namoricos¹ na sala do pc lá em casa eram quase sempre ao som dessa música. Cara, nunca confie em uma pessoa que ultrapassa 150 Km/h numa moto de 750 cilindradas com você junto e sem capacete. Na hora a gente ri, depois que passa, a gente pensa "se a mãe sonha..." rsrs

Mas, bueno, gente, era isso que eu queria dizer nesta manhã linda de feriado.
Mais tarde, vou dar uma caminhada na faixa e contar quantos motoqueiros buzinam, quantos enbicicletados mexem, quantos caminhoneiros dão sinal de luz, quantos homens de carro fazem aquele tradicional aceno com a mão sem tirá-la do volante e quantos homens fazendo corrida param pra conversar. Ai ai... é isso, pessoal, fone no ouvido e música, muita música! Bora qua amanhã tem debate e sou do grupo do Foucault...
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¹ By Damian

sábado, 3 de setembro de 2011

Uma sexta-feira normal de antigamente

Sabe quando as coisas acontecem tão naturalmente na sua rotina que você já nem dá mais valor a elas? Não que essas coisas não sejam importantes, mas porque se tornaram comuns, corriqueiras. Então, um belo dia, você percebe que a sua rotina PUF! desapareceu, é outra, é nova, é boa, mas a antiga era melhor. Pois bem, se você é uma pessoa de sorte, sua rotina volta pra você, ainda que um só dia.
Comigo foi assim...
Ontem, eu fui dar uma voltinha no "grande"¹ centro de Jaguarão, mas - tipo - sem esperança de ver alguém de quem eu tivesse saudade. Mas não é que vi todo mundo! Simone (comprando umas bota de travesti que eu adoro), Simone, minhas colegas queridas, Liginha, minha mãe adotiva, a Pati, o Paulo, a Vanessa, o Lucas, pessoal do Banco (saudade!) 
E melhor, nem precisei ir ao centro pra ver uma pessoa que eu amo de paixão: minha profe Adriana. 
Ai Jaguarão, Jaguarão, se eu pudesse, eu te levava no bolso!

Depois meus colegas furguianos, acadêmicos do Direito, vêm rir de mim, porque eu digo que sou feliz quando estou aqui, no fim do país... seja num show de Pepê e Neném, seja num mate na beira do Rio, seja numa voltinha no centro... Caraca, maluco², eu sou feliz aqui!

¹Eva, teus alunos tem que ler isso pra aprender ironia, afinal "temas próximos ao cotidiano do aluno ajudam no aprendizado" usuahsuaha
² De tanto ouvir o Jonaxx falar

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

AQUELA maldita foto... mas não é aquela, é AQUELA

Tem certas imagens que machucam, mas você é obrigado a ver (ex-marido num out-door, por exemplo). Por outro lado, há sempre aquela imagem que - embora você não seja obrigado a olhar e embora ela te machuque - você sente necessidade de olhar.
Você chega em casa e você vê...
Você sai na rua e você vê...
Você fecha os olhos e você vê... ainda que precise se esforçar para redesenhar detalhes.
E você nem lembra quando foi que essa foto (que agora não te deixa dormir) se tornou tão importante para você.
Você não consegue rasgá-la, não consegue deletá-la, você não consegue nada!... Não, não é por falta de querer. Você quer, e muito, apagar aquela maldita foto.
Mas ela não é sua!!!!
Você até queria que fosse para que (depois de olhá-la pela última vez) você pudesse enfim apagá-la no SHIFT+DEL e, depois do ENTER, não haveria mais como recuperá-la.
Antes, é claro, de apagá-la, você deve tirar da foto qualquer sensação que ela passe para você e, para isso, eu sugiro travestir a pessoa no PAINT... Acredite, o máximo que você vai conseguir fazer ao lembrar da imagem linda que você maquiou é rir muito, acredita em mim... 

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Sobre Labaredas e Labirintos

Você prefere se queimar?
Ou você prefere se perder?

Amores são assim, como grandes labaredas, é possível que te aqueçam e te iluminem até que, um dia, se apaguem...mas, antes de se apagarem, é bem provável que você se queime nelas...
Mas o que me importa mesmo são os labirintos, é deles que e quero falar. Sempre tive medo de labirintos, mais especificamente de não saber qual o caminho para se chegar até um lugar que não se sabe onde é. Exatamente igual a vida da gente, sabe? 
Há vários caminhos errados e, pode ser que haja mais de um certo.. pode ser que não haja nenhum. Por outro lado, pode ser que todos sejam certos (se por 'certo' você entende tudo o que gera aprendizados)
Até agora, em toda minha vida, eu só entrei em dois labirintos:
A primeira foi apavorante, mas eu consegui sair... serviu para que eu aprendesse uma coisa: eu só acharia o caminho certo (a saída) depois de tentar bastante e, é claro, corrigir os erros.
A segunda vez.. Bem, na segunda vez eu percebi que o caminho não era igual ao do anterior.. eu teria que descobri-lo novamente... o caminho certo, sempre o caminho certo buscando a gente e a gente teimando em ir pelo errado...
Mas, sabe... assim é que é bom, aquela história di fio de Ariadna corta todo o mistério da "coisa".

Egoísmo - parte 1

- Ei Garçom, que dose de mentira você tem?
-Temos "eu te amo", "nunca vou te deixar",
"eu quero você comigo" e também temos uma 
que anda saindo bastante: "pode confiar em
 mim"'.


Como alguém pode ter amado um(a) egoísta?
A verdade é que, eu acho que não podia ou não devia.
Ninguém mais pode ser feliz depois de ter amado um egoísta. Sabe por que?
Porque o amor é (ou deve ser) uma relação entre duas pessoas com sentimentos e não de uma só. Considerando que o egoísta desconsidere os sentimentos do outro, não pode haver amor e, muito menos, alegria.
O egoísta pode até viver um casamento, mas quando ELE cansar de brincar de casinha, é ponto final. Desconsiderando tudo o que possa ter sido construído num período de tempo, o egoísta vai embora.
O egoísta pode, um belo dia, não querer falar mais com você. E, quando você tentar falar com ele, pode ser que você receba mensagens dizendo "eu nao quero falar ctg" ou "me deixa em paz tchau"" ou "eu já disse tudo q tinha pra dizer" (notem o EU), parece ficar claro que o "eu" importa, mas eu não. E pode ser ainda que você insista na amizade e o 'adicione' em uma rede social, mas pode ser que ELE recuse o seu convite e, no mesmo dia, adicione a ex-namorada dele. Enfim, quando você se conforma com isso, ele aparece pra conversar, porque ELE ou o ego dele quis, o seu querer não importa nem um pouco, você não percebe, garota estúpida? 
O egoísta faz planos lindos e te convence deles. No entanto, ELE planeja coisas com você e ELE as desplaneja porque simplesmente não é mais o que ELE queria. Ele planeja e desplaneja seu futuro como que brincasse de Deus destinando vidas... Não há maior egoismo do que este: convencer uma pessoa de um futuro BOM e depois deixá-la, na tentativa de convencê-la de que o "bom" não é mais BOM porque não é BOM para ELE.
Um dia você acorda e vê que acreditou demais, vê que ficou sozinha e, principalmente, você tem a certeza de que o egoísta não sofreu, não chorou, nem perdeu uma noite de sono, afinal, ele é só um egoísta, não pode sentir pelo outro, provavelmente, nem seja capaz de sentir por si mesmo. E só depois que você percebe que amou um egoísta é que você pára de sofrer e volta a sorrir e pára de esperar...

Por favor, entendam...as palavras vieram, mas não significa que se refiram a alguém. Sinceramente, não acredito que alguém se encaixe no que eu escrevi aqui, porque são coisas horríveis, espero que uma pessoa assim não exista e nem venha a existir no meu caminho (e, por eu não ser egoísta, espero que uma pessoa assim não apareça na vida de mais ninguém).
Você pode escrever ou ler uma coisa sem ter que, necessariamente, acreditar nela. Eu não quero acreditar nessa verdade (que eu queria que fosse inventada).

MULHERES, nunca - eu disse nunca - acreditem em um homem que diz ser "diferente"... isso é senso comum, todos dizem. Na faculdade já haviam me ensinado a fugir do senso comum, mas, sabe como é.. as vezes a gente acredita em olhos que parecem sinceros.
Não foi no senso comum, mas ela também caiu. Que droga!

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A favor das férias remuneradas para o amor!

Para introduzir, segue um texto do filme O amor não tira férias:

Mas acontece que ele não me amava como eu esperava... Bom, o que estou tentando dizer é que eu entendo o que é se sentir a menor e a mais insignificante das criaturas do mundo e isso faz você sentir dores em lugares que nem sabia que existiam no corpo. Não importa quantos penteados novos você fizer, ou em quantas academias entrar [...], você ainda vai pra cama, toda noite, pensando em cada detalhe, imaginando o que fez de errado, ou como pode ter interpretado mal [...]. Às vezes você consegue até se convencer de que ele, num passe de mágica, irá ate à sua porta... E depois de tudo isso, demore o tempo que tenha que demorar, você vai para um lugar novo, vai conhecer pessoas novas que fazem você se valorizar e pedacinhos da sua alma vão finalmente voltar. E aquela época turva, aquele tempo ou a vida que você desperdiçou, tudo isso começa a se dissipar.

Uma fala simples... entendemos tudo. Será que é porque as palavras são fáceis ou porque nos encaixamos nelas?

Ora, não recordo a alcunha do autor, mas recordo-me de que alguém escreveu: Há muita gente má no mundo porque não foi suficientemente amada.
O problema é que há, sub-repticiamente, um paradoxo consubstanciado nisso: conheço pessoas que se tornaram más justamente porque auferiram amor demais.
Assim é que podemos generalizar sem receio, pois a técnica empírica nos permite asseverar que o que nos falta faz-nos tão mal quanto o que nos sobra.
Há poucas horas, eu conversava sobre o término de relacionamento de uma pessoa muito querida. Ao ser questionada sobre o possível agente causador do fim, obtemperei que provavelmente fosse o próprio amor. “Porque ele a amava demais” – foi o que respondi com certa propriedade, porque testemunhei várias das declarações.
Há um fato conhecido pelos homens que os tornam apáticos em relação ao amor: mulheres não estão preparadas para serem amadas, além do que elas esperam de um homem, uma vez que já observaram o sofrimento de suas mães, irmãs, primas, tias ou amigas. A desconfiança no momento de receber amor verdadeiro (e bastante) é imensamente grande precisamente porque o amor imenso presenciado e acreditado por outrem, pode não ser tão imenso ou verdadeiro quanto o é gritado.
Para facilitar, exemplifiquemos com o seguinte: o muito quente é ruim porque é muito quente e o muito frio é ruim porque é muito frio, mas o morno é morno, e tampouco nos satisfaz. Eu admito que é difícil sentir-se satisfeita e, na mesma medida, é praticamente impossível satisfazer. Preferimos nos queimar ou congelar... tudo pra fugir da "normalidade da mornalidade".