quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Honra ao mérito!

Olha lá, quem acha que perder
É ser menor na vida

Olha lá, quem sempre quer vitória
E perde a glória de chorar

Dá muito trabalho cuidar da horta. Nunca fui dessas que, pacientemente, cultivam plantinhas. Eu até sou de plantar, mas perco a paciência e deixo tudo morrer. Sou assim. E, assim que a planta morre, eu planto outra - nova e diferente - para, logo depois, deixá-la morrer também.
Pra quem pensa que estou realmente falando de plantinhas, esclareço que é só uma metáfora pra falar de felicidade.
Porque é que as pessoas insistem em ir "em busca da felicidade". Já se tornou uma frase clichê. Se é pra usar clichês, prefiro a da borboleta: cuidar do jardim e esperar! O problema de correr tanto atrás dela é que, quando você a alcança, está demasiadamente cansado para cuidar dela como é preciso.
É apavorante como as pessoas parecem pensar que a felicidade é algo material que estará esperando por elas na linha de chegada de uma longa corrida. Que basta alcançá-la e será feliz. Uma medalha. Um troféu. Não é assim. A felicidade não é simplesmente alcançada, como se alcança uma fruta em uma árvore: um mínimo esforço e deu, pode desfrutar, porque se esforçou para tê-la!
Você se esforça para conquistar, mas não move uma palha para mantê-la! Como diria Miss Eller, se você não quer fazer nada, "vá morar com o diabo que é imortal"!
A felicidade deve ser plantada, cuidada, adubada, regada, deve-se tirar as ervas ruins que teimam em se acercar, senão ela morre. E, confesso, nunca me esforcei por fazê-la viver mais que o necessário. E, com propriedade, confesso também, que nunca conheci alguém que se esforçasse por ela também.
Seria mesmo legal se a felicidade estivesse esperando na linha de chegada. Mas não está, ela nem existe. Felicidade mesmo é estar contentado com o que se tem. Ir em busca de algo significa que não há contentamento e, sinceramente, esse é um sintoma de que as pessoas nunca estarão satisfeitas. 

As pessoas insistem em "correr atrás da felicidade" sem nenhum preparo físico, esbaforidas, desgastadas. Para que? Por que, se já a temos? Essa nossa mania de complicarmos tudo...

 Eu já cheguei até a linha de chegada e, acreditem, não havia nada de duradouro lá. A felicidade é trabalhosa, não é para os preguiçosos. Quando você cruza a linha, você vence (alcança a felicidade) e imediatamente começa a perdê-la.

Vamos usar um exemplo aleatório:
Suponhamos que o garoto se sinta sozinho e passe a acreditar que a felicidade será alcançada quando ele conhecer a garota legal. No entanto, a felicidade não será alcançada neste ponto, ela apenas apontará no horizonte longínquo para que o garoto corra atrás dela. Suponhamos que ele caia no truque e corra, isto é, suponhamos que o garoto se esforce em ir a lugares longes e chatos para encontrá-la. Suponhamos também que ela se mantenha bonita, que tolere certas coisas que ele faz e com as quais ela discorda. Parece que tudo estaria bem se fosse assim para sempre. Mas o que o garoto considerava "felicidade' era um conceito mutante. O que agradou o garoto ontem, já não o satisfaz hoje e será insuportável amanhã. Ou seja, ainda que tudo se mantenha igual, não haverá mais felicidade. Não, não foi ela que mudou, as pessoas nunca mudam. O que mudou foi o modo como ele passou a olhar para ela no momento em que a felicidade começou a correr de novo. E, dessa vez, ele não foi atrás. Desistiu. Ela tampouco correu. Já conhecia o truque da felicidade, não cairia nele uma segunda vez. 
Pergunto: afinal, a garota era ou não a felicidade dele? Se era, porque deixou de ser?
Eu tenho a resposta. Aliás, eu tenho muitas.
O problema é que esse garoto era um dos que, erradamente, acreditava que a felicidade estaria na linha de chegada e, uma vez alcançada, seria propriedade eterna do alcançador. E ele não precisaria mover um dedo para mantê-la. 
Pois é pois é.. essas pessoas não merecem felicidade. As que merecem, já sabem que a tem. E, apesar das tristezas que possam ter, não correm atrás de nada. 

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Conseguimos! Estragamos tudo.

[é só um desabafo, tá]
É deveras penoso ser adulto um ente desenvolvido preocupado... passamos a perceber que o mundo está morrendo...
Ao despertar, perambulei pela casa. Estava frio. Descerrei todas as janelas, porém, encontrava-se o dia um  daqueles em que a luz não entra.
Descobri que já passei da idade de entristecer-me por quê não há sol. Não, não me entristeço mais com este fato. Ao contrário, alegra-me, uma vez que os dias que se iniciam sem sol, costumam terminar em noites de chuva.
Uma criança [mesmo uma de vinte anos] pode olhar pela janela em um dia assim e desejar que haja sol. Enquanto eu olho pela janela de um um dia assim e desejo chuva e que chova muito. 
As crianças esperam sair a fim de brincar; os jovens, de passear; as crianças grandes querem ir para as festas. A última coisa que desejam é chuva. Que egoísmo.
Quero que o gado cesse de morrer de sede, que os sertanejos não tenham mais que sair na busca infindável por um pouco de água suja para beber, quero que a terra seca volte à condição de rio, e que as crianças possam banhar-se na chuva e, principalmente, que aqueles velhos de pele rachada que aparecem "sensacionalizados" na tv possam ter essa alegra que é a água em abundância, porque sofreram por mais tempo.
Sei que devem estar pensando "que idiotice ela inventou de dizer, agora!"

Tampouco sei, o que sei é que o sensacionalismo da televisão funciona muito bem comigo.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

(A) = (¬A) !!! Seria possível?¹

O que vou dizer será uma verdade. Mas a sua negação também será. 
Se é possível, não sei. 
Vou tentar convencê-los de que sim. Busco persuadi-los de tal forma que possamos afirmar que, pelo menos, um dos três princípios da lógica não funciona perfeitamente quando o assunto é dolor-de-codo.
Vem comigo.

A lógica nos diz que há tês princípios fundamentais para que possamos achar um valor, seja este verdadeiro OU falso em relação a uma proposição. São eles:
o Princípio da identidade: todo objeto é igual a si mesmo;
o Princípio da não-contradição: uma proposição não pode ser verdadeira e falsa ao mesmo tempo; e
o Princípio do terceiro excluído: toda proposição é verdadeira OU falsa, não havendo outra possibilidade.

Exemplo do 1º princípio: 
"o coração é o coração" (Verdadeiro)
"o coração é o fígado" (Falso)
"o coração é o rim" (Falso)
Ahh, você está pensando que ISSO É LÓGICO. Então, saiba que eu estou pensando que você é muito inteligente [sarcasmo], porque estamos tratando justamente de lógica aqui!

Exemplo do 2º princípio:
Se a proposição "o coração é um músculo" é verdadeira, ela não pode ser falsa ao mesmo tempo. Ou seja, não podemos negá-la, dizendo "o coração não é um músculo".
Lógico, de novo? Pois é, eu sei.

É no terceiro princípio que eu quero me prender. Vocês têm ideia do que esse princípio representa. Ele simplesmente diz que toda e qualquer afirmação verdadeira que possamos fazer, jamais poderá ser meio verdadeira. E que toda e qualquer afirmação falsa que possamos fazer, jamais poderá ser meio falsa. Ou seja, estávamos mentindo todas as vezes que dissemos "é, mas não é bem isso". Estávamos? Vejamos:

Já ouvi falar que "não há nada mais chato que duas pessoas continuarem falando enquanto você está tentando interromper", mas tenho percebido uma coisa ainda pior em certas pessoas: não há nada que as irrite mais que ninguém as notar quando estão querendo aparecer. E então elas...


Como é chato quando nada disso provoca reação do "alvo", um ciumimho que seja, uma forçação de encontro só pra ver se a felicidade é tão real quanto é gritada por aí. Sei porque há uns 8 ou 9 anos [praticamente infância] eu fazia essas coisas bobas.

Caramba, é todo mundo adulto aqui, vamos parar de palhaçada. Sim, palhaçada, porque é muito ridículo ver alguém engolindo lágrimas e tentando arrotar alegria. 
Se você conhece alguém assim [e tem intimidade com esse alguém]...

Portanto, a proposição "fingir-se de feliz para atingir alguém é ridículo" é verdadeira. No entanto, é exageradamente ridículo não fingir felicidade quando se quer atingir alguém. Chegamos ao resultado: (A) = (¬A)

Vamos esclarecer. 
Já ouvi [na verdade, eu que disse] falar que "não há nada mais irritante que ninguém notar as pessoas quando estão querendo aparecer". Mas tenho percebido uma coisa ainda pior nas pessoas: não há nada que as irrite mais que não serem notadas, enquanto fingem que não querem ser notadas.



Por isso, reitero: A proposição "é ridículo fingir alegria" e verdadeira e falsa ao mesmo tempo.
É ridículo fingir alegria (V) é verdadeira pelos motivos que já lhes disse, mas é falsa porque não é ridículo fingir alegria, isso é normal, ridículo mesmo, é fingir tristeza.

Caramba, é todo mundo adulto aqui, vamos parar de palhaçada. Sim, palhaçada, porque é muito ridículo ver alguém avisando que vai cortar os pulsos, quando podia simplesmente cortá-los em silêncio.
Se você conhece alguém assim [e tiver intimidade com esse alguém], você já sabe:


Porque não podem simplesmente agir normalmente, de acordo com o que sentem??
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¹ Espero que todos entendam tratar-se de uma brincadeira. Eu entendo de lógica, mas gosto de brincar que nunca entendo nada. Ah, sei lá, não tem muita lógica isso também...

sábado, 7 de janeiro de 2012

A Louca levantou... e ela resolveu escrever complicado hoje

"Existem duas de mim:
A louca e a santa
Quando uma de nós vai dormir
A outra levanta."

Você já odiou alguém? Já odiou alguém de verdade? 
E alguém que você amou, você já conseguiu odiar verdadeiramente?
Odiou tanto ao ponto de perceber que você sofreria imensamente se ela morresse, mas, ainda assim, você a preferia morta? 

Sim, você deve estar pensando que eu [e]S[t]OU má.

Parecem palavras chocantes para se iniciar um texto, mas os que me conhecem¹ não se chocaram, ao contrário, devem estar esperando uma explicação. Aos que se chocaram, não preciso que sigam lendo, visto que nada do que eu venha a dizer apagará de suas mentes o seguinte fato [interpretado erroneamente]: eu quero que alguém morra

Eu busco construir este texto para esclarecer, de maneira confusa, certas coisas que são confusas por natureza e as quais não teriam a menor graça se fossem esclarecidas como algo que se quer ver numa sala escura e simplesmente se acende a luz. 

Não. É necessário que eu complique tudo para que percebam que falo de coisas difíceis. Então, é por esta razão que eu entro na sala segurando uma vela e iluminando as coisas aos poucos. 

Logo que eu entro na sala, sinto medo. Vejo algo se mover bem a minha frente. Conforme me aproximo, aproxima-se igualmente. Sou eu, ou melhor, meu contrário. Um espelho. Poucas são as vezes em que vemos nosso próprio rosto e é sempre algo incomum. Dessa vez, não foi diferente. Detive-me diante dele [e de mim] por alguns minutos. Olhei para ela, que era eu, e imaginei que lá dentro tudo sempre havia acontecido ao contrário do que foi aqui fora. Sempre que eu andei para a esquerda, ela andou para a direita, portanto, nossos caminhos deveriam ser os mais longes possível. E, no entanto, estávamos ali, uma diante da outra, porque nossos caminhos avessos nos trouxeram ao mesmo lugar. É como se cada vez que eu tivesse dito sim, ela tivesse dito não e, mesmo assim, obtivéssemos os mesmos resultados.

Senti medo, vi que nada importava, todas as possibilidades ter-me-iam levado para onde levaram. Sorri para minha imagem, automaticamente, creio, porque é isso que fazemos quando temos uma dor e não queremos que ninguém perceba. Deixei de lado o espelho e segui.

Andei alguns passos e parei diante de uma estante. Nela, havia apenas um livro. Era o meu. De maneira impressionante, contava detalhadamente coisas a meu respeito, coisas que eu não lembrava. Havia todos os nomes, tudo o que eu fiz e pensei. Fiquei imaginando se mais alguém o teria visto e fiquei com vergonha. Folheando-o percebi que algumas das coisas que me deram estavam ali, pétalas de flores, cartas, bilhetinhos, vales-beijos, o recibo daquele restaurante visitado nas férias, algumas outras coisas... Comecei a folheá-lo mais rapidamente, já desesperada por não ver ali nada que me trouxesse alegria. Foi então que eu percebi... não era o que eu via no livro que me deixava triste, mas a maneira como eu olhava o livro. No fundo, eu sabia que fui feliz enquanto vivia o que lia naquelas linhas, mas - agora - ao lê-las, felicidade alguma se apresentava ao ambiente. Como uma ideia que surge do mais absoluto nada, eu parei. Parei de folhear o livro e entendi que já não me bastava mais "virar a página", o que eu precisava mesmo era fechar o livro e começar um novo. Larguei-o. Segui pela sala.

Uma caixa. Uma caixa grande. Antes de abri-la, tive certeza de todas as coisas que eu encontraria lá dentro. Abri a caixa com um sorriso. Levantei a tampa com cuidado e aproximei a vela. Não acreditei. Não havia nada no interior. Aliás, havia. Um papel. Desconfiada, peguei-o. Li a seguinte mensagem: Não é necessário ver ou tocar essas coisas que você esperava, o que sentiu ao se lembrar delas é o que basta. Como discordar de tão grande verdade? Assim são todas as coisas. Não importa o vazio, se - ao relembrar - sentimos alegria, prazer ou felicidade. 

Por fim, eu encontrei uma tela. Quando me aproximei, um vídeo começou a passar. Sentei diante daquela tela, apaguei a vela e, atentamente, eu assisti. Era uma festa, ou melhor explicando, eram várias festas. Como se alguém houvesse gravado todas as festas a que eu fui e as colocado num único vídeo, alternando as cenas. Eu pude me perceber em todas elas, apesar de não lembrar. Em verdade, acho que nunca estive naquelas festas. Não pude deixar de notar que, nas cenas, todos sorriam, dançavam, bebiam e conversavam e eu também, mas, vendo-me no vídeo eu era capaz de saber o que eu estava sentindo apesar dos sorrisos. Eu estava triste. Em cada festa, a gravação mostrava um menino, rapaz ou homem me olhando. Meu pensamento distante jamais os notou. A minha preocupação com "ninguéns" havia, por anos, impedido que eu visse os alguéns. A minha garganta secou. Pude entender o que o vídeo me queria mostrar: que eu perdi tempo demais esperando por pessoas que estavam em outras festas, olhando para outras pessoas e que eu nunca me importei com os que estavam na minha festa, admirando-me. 

O vídeo desligou. Escuridão. A vela. Onde está a vela? Não conseguia respirar. Medo.

De repente, a luz começou a invadir a sala. Parecia que eu respirava melhor, O ar era fresco. As janelas estavam, agora, abertas. E lá fora havia árvores. O que eu vi na sala, quando escura, era diferente do que eu via agora. Percebi que, de frente para o espelho da entrada, havia outro espelho. Quando parei diante dele, pude notar que, quando saí para a direita, um dos reflexos saiu para a esquerda e o outro [que era o reflexo do reflexo], deu as costas para nós duas.

Na tela, nada. Estava desligada. Quando liguei, transmitia a programação normal da televisão. Desliguei-a. E a caixa, agora, parecia só uma caixa qualquer. O papel do interior havia sumido [refiro-me ao sumiço material, uma vez que o conteúdo jazia em mim - em alguma ou em toda parte de mim].

E foi no exato momento em que a luz invadiu a sala que eu percebi porque foi que eu passei a ver a sala de modo diferente: a Louca havia morrido. 

Eu amei a Louca, é bem verdade. Ela era tudo que a santa tinha vontade de ser. Mas ela não soube ser má como se deve ser. Ela não serviu. Foi uma louca gauche. Definitivamente, não serviu. Eu passei a odiá-la. Queria ser santa outra vez, porque a Louca fingia e as pessoas acreditavam, ao passo que a santa era verdadeira e as pessoas duvidavam. As coisas da sala me mostraram que eu não podia mais fingir, eu não sabia ser louca, eu era romântica demais pra isso.  
Como deu para perceber, eu não queria que ninguém morresse. Ninguém, além da parte de mim que me estava fazendo mal.
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¹ eu disse "os que me conhecem" e não os que pensam que me conhecem ou os que conhecem o que eu, as vezes, ensaio para parecer e que, por azar [ou sorte], acreditam na minha farsa.


sábado, 31 de dezembro de 2011

Bullying

Tenho lido vários textos e visto várias reportagens sobre o bullying. Todos idênticos sobre o que o bullying causa, seus efeitos negativos, tanto a curto, como a médio e longo prazos. Acontece que eu discordo de quase tudo o que é dito nessas matérias. Se o bullying é positivo? Claro que não, eu não disse isso. Apenas acredito que ele não seja um problema tão grande quanto a "falta de ombro amigo" dos que sofrem com ele. 

O que quero dizer é que o bullying sempre existiu, não com este nome. Um nome estrangeiro fez sucesso, óbvio, mas o fato é que sempre existiu e antigamente era até pior. No entanto, as famílias eram melhores.

Hoje, a grande maioria das crianças é esquecida em casa. Quando chegam humilhadas, em casa, só encontram como companhia um computador e uma televisão e nada disso lhes diz o quanto são importantes e não são ridículos, ou gordos, os nerds e que podem até ser, mas que são muito mais do que só aparência ou status, ou riqueza material. Ao contrário, a televisão só reforça o que o bullying decretou: que o importante mesmo é ter um corpo perfeito e muito dinheiro, porque esse é o padrão [quase um requisito para a felicidade].

É certo que eu também quero que o bulying deixe de existir [utopia, eu sei],mas - antes disso - preferia que os familiares voltassem a se importar com suas crianças. Que tivessem tempo para saber o que sofrem e cuidar de tudo. Que não processem meio mundo, nem que afastem suas crianças do convívio social e muito menos que as tratem como vítimas somente do bullying. 

Eu estou, de fato, enrolando, para chegar ao ponto que eu quero. Tenho certeza de que a minha opinião é contrária a da imensa maioria de seres pensantes sobre o bullying, mas - ainda assim - eu preferi dizê-la. Ou melhor, dizê-los: os efeitos positivos do bullying. 

Penso que os pessoas que sofrem discriminação tendem a ser muito mais reflexivas, bem como  racionalmente e emocionalmente mais bem desenvolvidas do que aquelas que apenas enxergam aparências e fazem juízos de valor imediatos a partir delas. Essas são pessoas vazias com corações inóspitos e, mais uma vez, estão no limbo dos filhos órfãos, mas com pais. 

Assim como os que sofrem bullying, os que o praticam também têm como companhia somente um computador e uma televisão, porém, com um agravante a mais que lhes confere a fama: uma legião de seguidores tão vazios quanto a consciência de seus pais.

Atrevo-me até mesmo a dizer que os que sofrem discriminação se sobressairão pessoal e profissionalmente mais que os demais. Claro, desde que saibam lidar e tenham consciência que não devem se importar "um figo" com o que dizem outras pessoas. Por outro lado, se não souberem lidar, vão amargar e remoer uma situação até a total frustração ou até sua consequência reversa, que é a vingança.

O bullying vai continuar existindo, como sempre existiu. Não há como fazê-lo desaparecer, porque o ato de debochar de tudo que não parece "fabricado em série" já é quase natural do ser humano. O máximo que se pode fazer é conversar com as crianças, fazê-las fortes, confiantes e tentar fazer com que não se abalem por causa de palavras que não têm obrigação com a verdade, mas unicamente com fazer alguém grande sentir-se pequeno.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Pelado, pelado.. nu com a mão no bolso



Tem um aplicativo no Facebook que mostra o ano da nossa morte, bem como a causa dela. Achei engraçado o resultado do meu. 
Como é que eu vou conseguir a façanha de me afogar no chuveiro aos 51 anos de idade? Acho que é por causa da minha preocupação com "a estética-do-nu-quando-ninguém-está-me-olhando". É, sabe.. sempre achei muito feio estar pelada e de chinelo, então, tomo banho de pés nus [para fazer um paralelismo com o restante do corpo]. 
Aí está o perigo: vou morrer por causa de uma vaidade que ninguém vê! OMG! Eu vou escorregar, bater a cabeça e desmaiar debaixo d'água, enquanto me afogo.
Tentarei me agarrar no suporte de sabonete, mas isso não impedirá a queda, porque ele estará velho e se soltará da parede! 
Só há duas alternativas para salvar a minha vida: ou usar chinelo ou reforçar o suporte de sabonete. 

Devido ao grande número de duas pessoas preocupadas com a minha precoce morte, fui aconselhada a parar de tomar banho a partir de 2037 e a colocar um piso emborrachado no banheiro todo. 
Para o caso de nada disso dar certo, vou dar jeito de viver muuuito até 2037.

Blá blá blá de fim de ano


Nosso calendário gregoriano nos diz que, a partir da meia-noite de amanhã, entraremos em um ano novo. Acho interessante todo o clima de superstição e mandinga que envolve o fim de um ano, embora não haja nada de interessante na troca de ano em si. A troca só ocorrerá amanhã porque, em mil-quinhentos-e-alguma-coisa o Papa Gregório, no auge de sua fama, enquanto representante-mor da igreja católica, reformulou o antigo calendário e assim determinou. Só lembrando que hoje seria 17 de dezembro, se ainda utilizássemos o calendário juliano [ainda utilizado pela igreja ortodoxa]. Portanto, ratifico: a troca de ano é tão relativa à religião quanto simbólica [mas é o capitalismo que a torna especialmente famosa].

Definitivamente, não sou destas pessoas que ficam colocando as coisas boas e ruins do ano na balança para ver se pende mais para o lado positivo ou negativo. As coisas ruins nem ganham o direito de estar na minha balança. Aprender com os erros, até aprendo, mas dar lugar de destaque a elas.. ahh isso não. Lembrar coisas ruins no último dia do ano é dar-lhes importância, quando não merecem. Portanto, executa comigo: Selecionar Coisas Ruins -> Deletar -> SIM
Vamos às coisas boas.
Lembro que comecei o ano muito bem: recebi aumento de salário! Também foi neste mês que vi que a minha nota do ENEM era bastante para poder cursar Direito na FURG. 
Em fevereiro, foi a formatura da minha primeira faculdade, e eu fui a juramentista da minha turma. 
Acho que março foi o melhor mês do ano. Ganhamos, como presente de formatura, uma viagem para Montevideo! Foi a melhor maneira de se despedir da turma de Letras, companheiros durante quatro longos anos.
Nos meses seguintes, há uma espécie de buraco negro na minha mente, acho que foi porque não houve nenhuma viagem, passeio, show, festa, nada de interessante para ser lembrado. Acho que passei os meses de abril e maio só dentro de casa, saindo só pra ir ao mercado e à aula. 
No final de maio, fui morar sozinha. A melhor experiência do ano, embora eu só tenha percebido [e me acostumado] muito tempo depois. Agora, sou uma pelotense, mas o que aprendi sozinha em Rio Grande acho que é o que as pessoas costumam chamar de 'vida de adulto'.
Chegou o inverno. Por sorte, algo de estranho aconteceu com o meu corpo e eu não senti frio, o que me permitiu passar todo o inverno com roupas bem mais leves do que a maioria dos rio-grandinos entrochados e resfriados. O inverno passou rápido. Estudos, amigos, passeios.. Férias de julho! Em Rio Grande, eu não costumava sair, então, as lembranças melhores são as de Jaguarão mesmo. Algumas já foram contadas ao longo do ano [inclusive as "do mal"].

Em seguida, já vieram as férias, até porque as minhas começaram no final de novembro. Fiz a minha mudança de casa no dia 3 de dezembro e vim para a minha cidade amada passar as férias. Teve luau na lagoa. 

E teve o Natal. Ganhei uma moto! Mentira, é do meu cunhado.
Fazia tempo que eu não ganhava tantos presentes. Acho que a mami ficou com saudade de mim rsrs
Assistindo ao programa Mais Você acorda menina, hoje, eu ouvi uma mensagem que achei espetacular. Fazia uma espécie de analogia entre o ano e uma festa. Dizia o texto que o ano é uma festa que dura 365 dias. Que nessa festa, encontramos pessoas legais que vem e vão. Mas também encontramos pessoas más e chatas e, igualmente, elas vem e também vão. A nossa música favorita toca nessa festa e nos faz dançar, dançar muito. Acontece que músicas ruins também tocam, e temos que esperar que terminem. Assim... o ano se passa, tal qual uma festa. É melhor tirarmos os sapatos pra dançarmos melhor, prender o cabelo, gelar a bebida e retocar a maquiagem...
Agora, dá licença, que a festa desse ano termina amanhã e eu tenho que me aprontar para a próxima.
Feliz "virada" pra todo mundo. É o que eu desejo, especialmente para mim. Nada de promessas dessa vez... Eu prometo! rsrsrs
Vou colocar uma foto de mim me exibindo porque eu gostei dela e assim, quando os computadores explodem, as fotos que estão no blog estão a salvo.
P.S.: O velho computador lá de casa explodiu e não sobrou nadinha do que estava dentro dele. Minhas fotinhos queridas, se foram, de braços dados com 2011. Ooouu trágico! 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Assunto: férias merecidas

Claro... eu algareada, como sempre, saí de férias e nem vim me despedir deste blog insano e de vocês, leitores  queridos [e agora estou sem internet]. A questão é que eu tive que fazer a mudança de casa e, cansadíssima, cheguei a Jaguarão. Adivinha, tinha feira do livro! O cansaço sumiu! Me perdi por lá [nos livros usados, é claro, afinal, todo mundo sabe que eu sou ultraeconômica], uns shows, o seu Rui soltando a voz no coral, o luau na lagoa, o meu sobrinho querendo brincar, o mate com as gurias, a faxina na parceria na casa nova do Alex, a vó no hospital, quanta coisa... confesso que o blog acabou ficando para 6º plano. Mas deu saudade. 
Bom, por enquanto, era isso. Queria desejar umas férias locas de lindas pra todos vocês e, aos que não forem sair de férias, desejo que aproveitem o período de recesso.

Deixo mil beijos pra vocês, mas não gastem todos, só me sobraram estes!

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

O tijolinho que faltava*

Razão da escritura que segue: Sempre tenho vontade de escrever, de sentar aqui e escrever muito, mas nem sempre a inspiração dá as caras, e hoje foi um dia assim, pois eu senti uma necessidade imensa de textualizar algo, mas nada... nenhum pensamento que pudesse ser desdobrado e, por isso, eu decidi pedir e, porque eu pedi, deram-me, deram-me a ideia, uma vez que eu sei dar continuidade, mas - infelizmente - não sei começar, em que pese na grande maioria das vezes, bastar ler uma citação filosófica e, pronto, eu consigo contextualizar, formar uma opinião, codificar e, enfim, blogar, e assim ocorreu: foi-me indicada a seguinte citação: "aprenda que quando estás com raiva tens o direito de sentir raiva, mas isso não te dá o direito de ser cruel", a qual supõe-se que seja uma frase shakesperiana, que eu contextualizei no homem que, quando indeciso sobre o que sente, tende a ser cruel com quem lhe dedica carinho e que, logo, em seguida, arrepende-se e tenta contornar as palavras que diz [como se fosse possível fazer as lágrimas retornarem aos olhos], tendo em vista que o amor é um sentimento travesso, especialmente quando está no comecinho e não se reconhece como tal, tenta negar-se, como se fosse possível dizer para a sua cabeça parar de pensar em determinada pessoa e vê-la obedecer, enquanto a questão é que, quando já lhe machucaram tanto, ao ponto de você "decidir" que não quer mais levar o amor a sério [e nem brincar de amor também], você acaba encontrando alguém que merece o sentimento que você dedicou a outra pessoa e que não deu valor a ele e, como eu disse, o amor, quando está nascendo, é um sentimento moleque, brinca de esconde-esconde, por vezes, esconde-se, por vezes, busca quem se esconde dele, no entanto, as vezes não o achamos, esconde-se tão bem, mas é infalível em nos encontrar e só posso concluir que o problema de recusar uma mão que se estende pra você quando você está sozinho, é ficar se odiando justamente por tê-la recusado e a raiva que sentimos de nós mesmos, costumamos descontar nos outros.
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*Eu aproveitei pra desconstruir o diálogo dos [des]orientadores que dizem que um texto, obrigatoriamente, deve ser ter períodos curtos. Como se pode notar, nesse meu texto, não há nenhum período curto, mas um único, um "tijolão", porque eu não faltei às aulas de Orações Coordenadas e Subordinadas... Períodos curtos... períodos curtos são desculpa de quem não sabe uni-los.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Chega de Caviar... daqui pra frente, só Amoras

Você já notou a semelhança entre ovas de sapo, ovas de peixe caviar, amoras e sagu? Pois se não notou, eu mostro:
Que coisa, né... as vezes, eu penso em coisas muito escrotas e é claro que eu tenho que interromper os meus pensamentos e vir compartilhar as minhas analogias. Digo analogias porque eu costumo equiparar as coisas, as características, os efeitos, essas coisas...
Amor Amora - é doce... mas é difícil de achar. E quando você acha, você acha um monte que não consegue nem escolher. É um amor pra admirar e ver como é perfeitinho. Todo mundo sonha em escolher a Amora certa e que as estragadas nunca cheguem até as nossas mãos;

Amor Ovas de Sapo - é pra olhar de longel. É um amor que desperta curiosidade. Alguns estão em lugares difíceis de achar, outros estão escancarados bem nas nossas frentes. Apesar de saber que não se pode tocar, você sente a necessidade de chegar perto. 

Amor Sagu - Só fica bonito se você adiciona vinho ou corante artificial. E é por causa do corante que as pessoas acham que ele é lindo maravilhoso e que está tudo perfeito, ainda que esteja duro por dentro ou que não seja doce.

Amor Caviar - pelo qual você paga caro.. e termina rápido. É o amor que as pessoas querem ter pra poder mostrar pros outros e quando termina, você diz que não é tão bom assim;



É... esses amores são mesmo muito parecidos na aparência, as vezes, até vendo de perto a gente consegue se confundir. Normal confundir tudo isso com Amoras...
Eu queria saber porque eu penso essas coisas, enquanto o restante do mundo é tão normal...