sábado, 11 de julho de 2026

O Tempo... sempre o Tempo.

Há quatorze anos, eu me referi ao Tempo como "esse senhor de bengala e balão de oxigênio".

Hoje, vejo que ele não mudou. Continua o mesmo velhinho, talvez com umas rugas a mais, mas a mesma bengala de Carvalho e seu balãozinho de oxigênio. E ele continua ativo. Talvez por isso seja tão magrinho. Ele ainda sorri pra mim quando me aprova e meneia a cabeça quando algo lhe desagrada, mas ele segue. Às vezes ao meu lado, às vezes à minha frente, mas nunca atrás. 

Quando eu estou devagar, quase parando, eu olho lá longe e ele está acenando pra mim, mandando eu me apressar. E é estranho, porque ele está com aquelas roupas de ginástica dos anos 90. É serio isso, Tempo, bandana?! 

- Tá, tô indo. E lá vou eu, dar uma acelerada na vida.

As vezes, eu estou correndo, sem olhar para os lados, suando, aflita, sem perceber que a pressa é só minha. Não dele, não de mais ninguém. Então, eu olho pro lado e o velhinho está ali, sentado no banco de concreto da praça, com um baralho na mão, perguntando se eu quero jogar uma partidinha. Então, eu páro, eu respiro, eu até me indigno com ele antes de me indignar comigo, e eu aceito jogar no banco da praça, às duas horas da tarde, porque, aparentemente, isso traz longevidade.

Tem dias que a gente briga. Eu quero que ele corra, que passe rápido. E ele tenta me explicar que a marcha dele, apesar de inexorável, é cadenciada, ritmada, compassada, não depende de absolutamente nada a não ser da vontade deste velhinho de continuar. Não se pode apressar o tempo. Afinal, ele usa bengala. E ainda tem o suporte do oxigênio. E tem dias que eu quero que ele demore a passar e ele, com sua sabedoria milenar, pela milésima vez me explica que ele é o Tempo, aquele que não se pode deter. 

Uma vez, esse vozinho quis fazer uma piada. Eu não lembro bem, mas era sobre ter esquecido algo e a resposta era "perda de Tempo". Rimos. E ele me pareceu extremamente humano. Então, eu perguntei:

- O senhor já amou?
- Mil vezes.
- E chorar, o senhor já chorou?
- Outras mil.
- O que é a primeira coisa de que se lembra?
- Eu lembro de estar lá, quando nada mais estava.
- E o senhor acha que foi a primeira pessoa que já viveu?
- Eu não sei responder. Pra quem viveu, a vida era o próprio tempo. E, pra mim, que sou o tempo, a vida é o quê? Eu não sei se vivi, só sei que existi, que ainda existo e que vou existir para o sempre de todo alguém. 

Acho que, para um sábado a noite, quinze anos depois, está bom.

Quatorze anos é muito tempo.
Quatorze anos é muito, Tempo.

sábado, 5 de setembro de 2015

Ideias emprestadas

As vezes me dá isso... eu fico sem ideias para escrever. 
Eu digito e, em seguida, deleto. Escrevo algo diferente e, em seguida, deleto...
Então, eu peço ideias emprestadas, como se perguntasse: - Pode me doar algo que não esteja usando? Por sorte, as pessoas são sempre generosas e elas, as vezes, sem entender direito, me cedem uma excelente ideia e eu me aproprio dela. 
Hoje foi um dia desses. Eu precisava escrever algo, entende?
Então, eu pratiquei, mais uma vez, o ato da mendicância. E o que eu recebi de um terceiro foi capaz de esclarecer algo para nós duas.
A sugestão foi justamente escrever sobre O vazio do pensamento. Desafio aceito.
MAS... antes de escrever eu precisei pensar. Precisei tentar entender por quê o meu pensamento se esvaziou. Porque essa fartura de nada, quando - em verdade - há tanto? 
Pensei mais... e foi então que as coisas se me esclareceram. Para explicar, eu sempre preciso exemplificar...
Pensa em uma caixa. Essa caixa está lotada de ursinhos de pelúcia e cada vez que eu ganhei um ursinho, eu depositei ele na caixa. E foram tantos ursinhos! A caixa não era tão grande e os ursinhos foram ficando extremamente espremidos. 
Um dia, eu quis pegar um ursinho e fui até a caixa. Quando eu puxei um, todos saltaram para fora junto com aquele que eu puxei [Como se aqueles objetos inanimados dissessem: Me Escolhe, Vivi].
E foi naquele momento que eu entendi: aquela caixa era a minha mente e aqueles ursinhos eram os meus pensamentos, as minhas ideias. Eu só as vinha guardando, guardando. E elas querendo sair! 
De fato, sempre que eu me pus na frente deste blog e tentei pegar um ursinho uma ideia, todas pularam para fora juntas, como se tivessem vontade própria e quisessem mandar em mim.
Então, é isso... eu não tenho ideias de menos, mas ideias demais!


Engraçado... precisei de uma ideia emprestada para poder me entender...
Ai ai... parece até que eu ouço: - Abobada...

domingo, 7 de setembro de 2014

Carta para Emilio

Eu sei, Emilio. Eu sei que "o pão é essencial, a manteiga é supérflua". Mas, meu amigo, sem a manteiga é tão sem graça. Tu sabes, né? Ainda mais quando já se provou a manteiga e sabe o gosto que ela tem! [E ponto]
Tem uma hora na vida que a gente cansa de viver do essencial e o que a gente quer mesmo é o supérfluo, é a besteira.
Tem hora que aquela solução "só em último caso" passa a ser a primeira opção, a primordial. E não importa no que se pense... qualquer coisa essencial não rouba tanto a cena quanto o supérfluo. 
Sabe aquela coisinha supérflua que cai de paraquedas na sua vida e você percebe que ela não fazia a menor de ideia de que ainda sabia usar um paraquedas? Pois é.. os dias passam e aquela coisinha - que até ontem nem existia na sua vida - passou a ser essencial e você sabe que, se ela for embora, vai ficar tudo cinza. Até as pessoas ficam cinzas... especialmente aqui.
Heim? Se eu sei que faço parte do supérfluo? 
- Claro que eu sei. Lembrei imediatamente daquela história de que somos como guarda-chuvas em dias de sol. Mas e daí, meu bom homem... cedo ou tarde vai chover.. Ah vai!
Mas eu concordo, Emilio... não importa se é essencial ou supérfluo... tem mesmo é que ser incondicional.

domingo, 25 de novembro de 2012

Carta [desabafo] que eu gostaria muito de entregar ao vizinho do apartamento próximo ao meu:


Querido vizinho,
primeiramente, eu gostaria que você refletisse sobre a seguinte questão: Porque raios você acordou pensando que os os moradores do 4º andar do Bloco A deste condomínio querem ouvir Djavan em um volume extremamente alto?
Não lhe parece um pouco de egoísmo seu forçar-nos a ouvir o que você quer. Quer ditar seu gosto musical? Só pode ser, pois tenho a mais absoluta certeza de que, se você baixasse pela metade o volume, ainda conseguiria escutar a música perfeitamente.
E o mais importante, estaria respeitando os demais vizinhos que não conseguem sequer ouvir o som de sua televisão, de seus pensamentos, ou que, como eu, só têm o fim de semana para estudar e não estão podendo, porque você resolveu que todos nós deveríamos ouvir  os seus gostos musicais.
Sim, eu gosto de Djavan, mas você, além de escutá-lo num volume absurdo – que, certamente, faz que a paz que essas canções geralmente transmitem desapareçam – fica trocando as músicas na metade a todo o momento!  
Meu caro, a tecnologia atual está imensamente avançada. Se eu quiser ouvir Djavan – tenha certeza – eu baixo todas as músicas e ouço, de forma a não atrapalhar o sossego alheio.
Se ainda assim, achar que estou equivocada e que você tem o direito de ouvir música alta, mas tem bom senso e concorda comigo que há certo desrespeito aos vizinhos, eu tenho a solução: fones de ouvido! Sim, com eles você pode estourar seus tímpanos à vontade, ninguém se incomodará, acredite.
Só quero um mínimo de silêncio para estudar neste domingo de sol. Mas, atualmente, parece-me que até mesmo pedir pouco é pedir demais.

sábado, 27 de outubro de 2012

Dando pitaco no assunto alheio :P


Eu estava no facebook e observei um evento interessante: o seguidor de uma página pedia alguns esclarecimentos a mulheres quem se achassem aptas a fazê-los. Pois bem, abaixo, transcrita está a dúvida do ilustre desconhecido.



"Boa noite, desculpe-me estar incomodando, mas queria conversar com uma mulher que possa me esclarecer umas coisinhas. Por que é tão difícil para uma mulher perceber o interesse de um homem? por que todas acham que somos cafajestes?"


Querido E.P.,
sua pergunta foi vista por centenas de mulheres. Visto que isso ocorreu, e que cada uma delas quis ajudar a sanar a sua dúvida, você já deve ter sentido o efeito: você saiu com mais dúvidas do que eram as que tinha quando entrou. Todas essas mulheres [e cada uma delas] tem uma resposta sincera, porém diferente, pra te dar. Eis a minha*:


Primeiramente, os esclarecimentos que pede são dois: por que as mulheres têm dificuldade para perceber o interesse e por que acham que os homens são cafajestes. Comecemos pela primeira dúvida. 

Você está errado! As mulheres são capazes de perceber o seu interesse até mesmo antes de você senti-lo [na verdade, poderia afirmar sem correr o risco de cometer um erro: elas o provocam]. Acredite. No entanto, há dois motivos para que resistam e encenem um ar de desentendidas: quando querem confirmar se o interesse é verdadeiro e não um mero deslumbre passageiro, ou quando o interesse não é reciproco e elas não têm coragem de resolver o assunto. 
O primeiro esclarecimento buscado, portanto - ao meu ver - já está dado. Passemos ao segundo, que, na minha sincera opinião, é comum e instigante ao mesmo tempo. 

Eu ia ser hipócrita e dizer que você errou em generalizar, mas a quem eu estaria enganando[?] O fato é que - não felizmente - todas parecemos achar que cada homem que cruza o nosso caminho é um cafajeste. Mas é aqui que você entra, meu caro E.P. Você tem que mostrar no que você é diferente. O que acontece é que as mulheres não estão seguras para acreditar mais em sorrisos, em promessas, etc. Geralmente, quando acontece de uma mulher acreditar que todos os homens são cafajeste, ela o faz por dois motivos: porque ouviu promessas lindas de um homens que a olhava nos olhos e mentia! Ou porque presenciou o sofrimento de alguma pessoa querida que passou por isso. 


Enfim, tratar os homens como cafajestes é um escudo, é como pedir para que não se aproximem, como dizer que estão preparadas para lutar contra. Bem, amigo... você não deve lutar. Ao contrário, você deve fazer ela se render, baixar o escudo. Mas lembre-se da célebre frase a qual desconheço a autoria: "a maior covardia de um homem é despertar o amor de uma mulher sem intenção de amá-la". 


Pra finalizar, só cabe dizer que você tem que fazê-ela levantar a bandeira branca, não para o "exército cafajeste", mas para o que há de bom em você. O que eu quero dizer é você só precisa fazê-la entender que ela só precisa deixar o sentimento entrar e que você cuidará para que ele não saia mais. 

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* Esta resposta é uma opinião, como foram todas as outras. Ela tampouco resolve algo, mas é sincera.


sábado, 29 de setembro de 2012

Mala cheia...


Deixo o sol bater na cara 
e esqueço tudo o que me faz mal
Deixo o sol bater no rosto 
e aí o desgosto se vai...

As coisas que guardamos de um passado triste dizem da gente; mostram-nos o quanto somos fracos, o quanto somos falhos. Como se tivéssemos esperança de viver algo que não nos fazia bem, porém, era cômodo.  São coisas de que você não precisa. Livre-se delas. 
Algo como semiótica e sinapses fazem um simples objeto transformar-se em um turbilhão de lembranças. 
Geralmente [e naturalmente], o Tempo – esse senhor de bengala e balão de oxigênio – faz as coisas tristes se apagarem e deixa só as coisas alegres nas nossas cabeças. Alguns acreditam que isso seja bom, no entanto, para mim, isto parece apenas politicamente correto. É como ouvir dizer: “ – Que superior, ela não guarda rancor”. 
Ativar lembranças ruins é muito mais seguro... imuniza-nos de voltar ao lugar ao qual demoramos para conseguir sair. Imuniza-nos de ter saudade de alguém que nos fez desejar viver longe dele.
As pessoas insistem em sair dos relacionamentos levando só o que é bom. Bando de covardes! Levar as alegrias é fácil. São leves, não pesam nada [aqui, a palavra peso adquire dois sentidos]. Levem as tristezas na mala, embora sejam imensamente pesadas. Levem-nas. Elas é que ensinam!

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Não desista dela!

Afirmo: a felicidade é feminina. 
Não, não me refiro ao gênero da palavra, mas ao que representa enquanto sentimento. Uma vez que esta é uma afirmação desde o meu ponto de vista, não posso fazê-la sem apresentar argumentos que a sustentem devidamente e que façam o meu leitor chegar às mesmas conclusões as quais cheguei.
Pois bem: Passamos a vida toda atrás de algo que chamamos de felicidade - esta palavra incrível, que aciona uma imagem diferente na mente de cada uma das pessoas do mundo toda vez que é pronunciada. Aproximadamente sete bilhões de felicidades diferentes existem neste momento e são felicidades mutantes, são felicidades que se renovam. Chegamos, agora, ao ponto em que a minha comparação se faz presente: É difícil [quiça impossível] entender a felicidade, assim como é impossível entender as mulheres. O grande problema é que queremos simplificar tudo e acabamos reduzindo demais... e quase nada sobra para dizer o que nos falta para ser feliz, apesar de sempre faltar um mundo. Mas não tem problema, felicidade boa é a que não se alcança, mas que sempre se busca [opinião minha - uma vez que no rastro da felicidade, acabo sempre encontrando alegrias valiosas]. 
O que se vê e o que se deseja não é - nem de longe - aquilo que se quer de fato.Conclusão: A felicidade é mulher, é uma mulher difícil. O negócio dela é complicar a sua vida. Mas ela não quer que você desista dela.

quinta-feira, 21 de junho de 2012

Olimpíadas de casamento - Modalidade: Arremesso do Buquê

Sim, sim.. eu peguei o buquê no casamento da Carol. Achei interessante a participação na "competição" e decidi contar-lhes o que antecede a disputa. Há que se obedecer a todo um ritual para que se possa vencer essa corrida com obstáculos [e vejam bem, não quero desmerecer as demais competidoras ao chamá-las de obstáculos. Entendam que, naquele momento, é o que eram!]
A primeira dica é posicionar-se estrategicamente na segunda fileira de encalhadas solteiras e ficar com cara de humilde - como se não se importasse em pegar o buquê. Dessa forma, todas pensarão que você é uma competidora fraca.
Agora, o segredo: Dê um grito e pule antes que a noiva jogue o buquê, assim, você distrai todas de uma só vez. Sem entender o que acontece, começarão a entreolhar-se e somente você saberá onde o verdadeiro buquê estará caindo. É hora de atirar-se [no maior estilo "Isso é Esparta!!!]
Se conseguir pegá-lo no ar, missão completada. Se o buquê cair no chão, prepare-se: Modo serpente ON
Abaixada, procure desesperadamente [mas com estilo] pelo buquê. Ao encontrá-lo, aponte para o lado contrário e diga: Tá lá! Quando a aglomeração de meninas se deslocar, você vestirá novamente o estado de sociedade e se despirá do estado de selvageria. Levante-se, caminhe até o buquê, erga-o e diga: É meeeeeeu porraaaaaa!!
Siga este simples passo a passo que eu garanto o buquê. 
O noivo? Bom... o noivo eu já não sei.

quarta-feira, 25 de abril de 2012



Achei que - agora que estás tão longe - não voltarias mais aqui... mas que bom que voltaste ^^

Fica a vontade... a casa ainda é tua.

domingo, 15 de abril de 2012

Eu nunca vi o tempo...


Mudei-me [dentro do meu próprio apartamento] hoje. 
Ficar com o computador no colo o dia inteiro estava acabando com a minha coluna, então, decidi colocá-lo na mesa e usá-lo sentada em uma cadeira como gente
Cheguei à conclusão que todos já sabem: a posição corporal correta é ainda mais dolorosa e incômoda que a outra. Mas faz bem! 
Decidi não abandonar o blog, mas advirto-me: para que as dores valham a pena, o texto tem que me satisfazer!




Por falar em mudança, é dela mesma que pretendo tratar hoje. Não dessa mudança espacial, mas de uma mudança temporal e pessoal. 
Por vezes, não queremos mudar e mudamos... mudamos pra longe de nós mesmos, tão longe que acabamos quase por nos esquecer. Só lembramos quando vemos o velho álbum de fotos palpáveis. Acontece que o tempo vai nos apressando, empurrando, vai nos atropelando de maneira que, quando percebemos, já estamos no amanhã, naquele tempo que "falta muito pra chegar". Mas ele chegou e até passou...
Lembro que, ontem, eu queria ter 15 anos. Hoje, já passei dos 25. E sinto que, quando eu me perceber no amanhã, terei alcançado os 35 me perguntando por onde foi que o tempo passou que eu não vi! 
E nós mudamos. E não sabemos julgar desde dentro de nós mesmos se ela foi boa ou ruim. Mal percebemos que houve a mudança.
Não se decide mudar, mas se muda. 
Corrigindo-me: Eu diria que, no calor do momento, até "decidimos" mudar, mas não é pela nossa decisão que logramos sucesso. As mudanças, em especial as boas, levam tempo. As repentinas não costumam ser sólidas, costumam ser mudanças emprestadas, são jeitos de ser, de vestir de se portar que copiamos de alguém. 
A obviedade de não serem sólidas essas mudanças é justamente porque partem tão de nós quanto a opinião alheia. É uma mudança efêmera, porque é forçada. Explico melhor com um exemplo: A Lili acorda cedo todos os dias e sai pra fazer caminhada. Eu decido fazer o mesmo, mas - logo nos primeiros dias - começo a impor obstáculos... está frio demais, está calor demais, está chovendo, estou com dor na perna, etc... E nos poucos dias que eu faço a bendita caminhada, eu já quero o resultado da Lili!
Então, digam-me: Assim, podemos dizer que mudamos mesmo? 
Não, porque não é uma mudança natural. E, para mantê-la, precisamos dispender muito mais esforço. Por isso, logo abandonamos a "nova mudança" e voltamos a ser o nós de antigamente. Porque se não voltarmos a ser o que éramos, vamos ter que sustentar uma batalha interna entre aquela que mente que vai fazer caminhada todos os dias e aquela que se deprime porque o consistente bumbum de pudim-maravilha só dá o ar da graça na Lili e pra você só sobra a gelatina... 
Uma mudança perene leva tempo pra acontecer. Temos que fazer a coisa que a espécie humana mais odeia fazer: espera por ela, sem forçar. Isso não significa que tenhamos que ficar parados. Ao contrário, temos que passar mais tempo em companhia de nós mesmos, descobrindo o que nos agrada, o que não não custa caro e, a partir daí, começar a praticar.

Mude, meu bem, mas mude quando estiver pronto.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Se há braços, por que não abraços?

Quando. eu. estiver. muito. furiosa. com. você......
Quando.. eu. .estiver. .prestes. .a. .jogar. .algo. .na. .sua. .cabeça..........
Quando eu estiver chorando e dizendo que a culpa é sua......
Quando eu estiver dizendo que nunca mais vou te perdoar.....
Quando eu estiver só olhando indignada pra você, como quem diz: por que você fez isso?...

Não me abrace!


Se você me abraça.... a fúria some...
As coisas que eu ia jogar me escapam das mãos ...
Eu paro de falar que a culpa é sua. E o pior......
Eu não digo que te perdoo, mas você passa a perceber que sim...
A única coisa que permanece igual...
É a minha expressão de "por que você fez isso comigo?" 
Mas - agora - referindo-me ao abraço.
ABRAÇOS me deixam totalmente vulnerável... Não me abraça!

sábado, 31 de março de 2012

Challenge accepted! Carta para Janice...



Dear Janice,

estou há dias pensando em uma forma de responder a este desafio e, sinceramente, acredito que eu não vá conseguir, a menos que as coisas que eu venha a escrever sirvam para que se pense que sou masoquista. 
O que quero dizer é que a dor é - quase sempre - resultado da lambuza em demasia e, portanto, é bom senti-la, entende? [Antes de bom, eu diria que ela é condição] Porque ela tem um quê de consequência de algo que foi imensamente delicioso. A dor é só o preço que se paga, eu diria que é um preço justo por excelência...
Quando falamos em dor, na esmagadora maioria das vezes, pensamos na dor passiva, aquela que nos infligem, naquela que, apesar de não ser física, dói-nos até os ossos. Ela é errada, ela é maldade alheia, etc. Mas e a dor que fazemos os outros sentir? Sim, porque é inocência pensar que ninguém se entristeceu por algo que fizemos ou desmerecemos. Inevitável: falar em dor e pensar na que se sente, nunca nas que causou...
Você, assim como eu, já deve ter lido a extravagância desacorçoante daquele que disse que "pelas alegrias da vida pagamos tão caro que, às vezes, penso que seria melhor se fôssemos infelizes sempre." E, também, assim como eu, você discorda de cada palavra ou interpretação possível, não é? Já vimos tanto da vida que até com a dor já aprendemos a nos lambuzar e não entendemos por que as pessoas ainda não aprenderam a se juntar entre amigas e rir da dor e sorrir da delícia!
É como a incoerente injeção de anestesia... Se você a renega, você entende tudo... Você entende porque uma pequena dor era necessária... Deixemos doer... Não é bom, mas faz bem. Eu sei a dor e a delícia de ser quem eu sou. E que fique um segredo entre nós: as coisas que mais me causaram dor, são as que eu viveria novamente.
Eu disse que ia parecer masoquismo, mas não importa. Talvez seja mesmo... a delícia de ser eu reside aí! O que eu quero dizer é que há uma diferença entre a coisa e conceito da coisa. A dor não é dor pro masoquista; a dor é justamente a delícia...

segunda-feira, 26 de março de 2012

Faltando 5 dias para o casamento!

Agora, sim, tô só pelo sábado.
Minha Gabizinha vai casar lindamente na igreja do Cassino. As 20:00 h ela se tornará a Sra. "Fabinho". 
Eu garanto, vai ser tudo lindo!! Acompanhei o trabalho que foi organizar tudo. Cansativo, muito cansativo. A Gabi, em aula, sempre com sua agendinha de compromissos, desde o ano passado e, agora, o grande dia está tão perto! Estou nervosa por ela, vê se pode!!
Ahhhhh chega logo, sábado! Vem que eu quero ver essa felicidade se completar...
Depois do sim, é #PartiuCaribe!!!

Te amo, Gabii... toda felicidade do mundo pra ti, amadinha minha.

segunda-feira, 12 de março de 2012

A metáfora do pretinho básico!


Indecisão é quando você sabe muito bem o que quer, mas acha que deveria querer outra coisa.

Passamos a vida percebendo que as pessoas são confusas, que são indecisas, que não sabem o que querem. Percebemos que nós mesmos somos indecisos e que o mundo, também confuso, não nos ajuda a decidir. Passamos a vida num constante dilema: “vou com o preto ou com o estampado?”
O que é a indecisão, senão uma decisão já tomada? Parece contraditório, mas não é. Estar indeciso significa que, tendo de escolher entre duas coisas, você já escolheu subconscientemente, mas tem medo de não ser a escolha certa. A indecisão não existe, nem poderia existir. O que existe e se confunde com indecisão é incerteza.  O dilema ainda está entre nós: “e se eu chegar lá com o estampado e estiverem todos vestidos sobriamente?” Não é bom arriscar. Ou é?
Por vezes, tentamos decidir por intermédio de conselhos. Se temos duas opções e uma só chance de acertar na escolha, é certo que apelemos – para que não corramos o risco de errar [se for pra errar, que erremos embasados em teorias alheias. É sempre bom poder pôr a culpa em alguém]. Então, começam as pesquisas de opinião. Consentimos com o fato de seres exteriores a nós decidirem coisas que dizem respeito exclusivamente a nós. Afinal, quem vê a situação de fora, vê mais claramente[?]. A pessoa só tem que responder: “qual ficou melhor: o preto ou o estampado?”
Acontece que as pessoas também são incertas. Não, indecisas elas não são. Lembremo-nos de que a indecisão não existe. As pessoas decidem, mas elas têm medo de dizer, porque é responsabilidade demais: “e se eu disser que o estampado fica melhor e todos, lá, estiverem vestidos sobriamente?” Mais confusão!
Há sempre os adeptos do pretinho básico: “não tem como errar.” Como assim ‘não tem como errar’? Estatisticamente falando, se há duas possibilidades de escolha e uma oportunidade de acerto, há – sim - chance de errar, e ela equivale a 50%.
Paremos, agora, com a metáfora dos vestidos. Só a peguei de exemplo porque ela é clássica quando tratamos de indecisão. Mas ela pode ser substituída por qualquer outro dilema. Sempre caberá dizer que as decisões são tomadas de imediato, assim que nos são apresentadas possibilidades. O que acontece é que, no fundico da alma, acreditamos que devemos arriscar na outra possibilidade. Justamente porque ela tem um “quê” de impossibilidade, o que acaba tornando tudo mais interessante.
A opinião do ente que escreve é que o pretinho básico é tão básico que já não serve mais para o que nós sentimos. Não somos básicos, somos ácidos! Ah o estampado sim. O estampado é perfeito. Bem... Caso todos estejam vestidos sobriamente, que bom eu achar... Vou brilhar sozinha.
Joguemo-nos. Vamos colorir o mundo!]

Idealização: Janice Dutra Saaberry
Realização: Vivi Freitas
Apoio moral: Leonardo de Oiveira
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Como sempre, eu pretendia escrever sob um outro prisma, mas o texto se construiu assim. 

domingo, 11 de março de 2012

Difícil intitular as nossas imperfeições.

Eu nunca disse que eu era perfeita. Até porque eu não enganaria ninguém.

Aliás, quem me conhece de perto sabe que as imperfeições que eu tenho são muito visíveis. Uma delas, acredito que a maior, é não saber querer perdoar. Não, eu não disse que odeio as pessoas que me machucaram, eu - simplesmente - disse que não as perdoo. Apesar disso, eu sigo feliz, eu sigo em frente. Estancada e infeliz eu ficaria se dissesse que perdoo e ficasse me remoendo por dentro. 
As vezes, certas coisas se perdoam sozinhas... culpa do tempo que teima em ficar apagando tudo. 

Quando uma pessoa me fere, eu fico imensamente abalada. Como se eu não esperasse que as pessoas falhassem, do mesmo jeito que eu.
Eu sofro, mas eu sofro mesmo. Eu choro, eu xingo, eu bato, eu mato... Tudo isso dentro de mim. Por fora, sou a indiferença em pessoa. E, por fim, eu me afasto. E nunca mais essa pessoa fica sabendo de mim.
Não dou nem oportunidade para que peçam desculpas. Pra quê? Carinho no ego? Não preciso, obrigada. É hipócrita demais.
É quando eu me afasto que o tempo vem com aquele truque barato: Fazer sumir as lembranças!
A grande verdade é que eu nunca entendi a graça do perdão. Quem inventou essa palhaçada, afinal?
Quer dizer, as pessoas magoam você, elas fazem você sofrer e quando sentem culpa pedem perdão. Você pode sofrer, elas não, é isso?? Simples assim? Como se uma palavra fizesse as lágrimas retornarem aos olhos e tirasse o amargo que você sente toda vez que alguém te diz as mesmas palavras melosas que aquele que te feriu disse. [de mentiras, falemos noutra postagem]

O inventor do pedido de perdão não era uma boa pessoa, ele só precisava de sua consciência limpa outra vez e fez as pessoas acreditarem que o perdão era divino. A mágica do perdão [e a palhaçada também] reside aqui: fazer do arrependimento a estrela do filme, enquanto a dor causada fica só na figuração.
Eu sou das que não gostam de perdoar, mas há pessoas que não conseguem pedir perdão. Talvez saibam que não é a palavra que importa. Elas sabem quando foram perdoadas...

A minha imperfeição é pegar essa mania feia do tempo e derrubá-la bem derrubadinha. E quando ela cai, eu chuto ela. Ou seja, eu não me permito esquecer! Quando aquela pessoa que me magoou começa a se apagar da minha lembrança, o meu cérebro começa a pensar "ah, mas ele nem foi tão mau assim" ou "acho que está tudo bem agora". É nesse momento que eu calmamente deito na minha cama, coloco uma meia-luz, uma música 'bacana' e começo a enumerar todos os acontecimentos que fizeram com que eu não a perdoasse antes.
Aí eu lembro.
Não, não me faz mal, não se preocupem. É que eu gosto que as coisas sejam justas e nada mais justo que não perdoar.

Eu não faço por maldade. É só defesa, sabe... pra eu não andar igual uma boba por aí, sorrindo pra quem me fez chorar.

Ah e antes que eu esqueça... perdoar pode até ser divino, mas divino mesmo é refletir antes de agir, a fim de não machucar ninguém. Assim, o perdão nem precisaria existir. Aliás, ele não existe, é - como eu já disse - uma invenção daquele que precisava estar em paz consigo mesmo.. quer maior prova de egoísmo?

É a minha opinião. Eu me construí a partir dela. Acho legal quando alguém perdoa outro alguém. Tem que ser forte demais, superior demais... Não é pra mim. 
Esses dias a Fran disse, utilizando-se de um discurso alheio: - Não guardo nem dinheiro, vou guardar rancor!
Pois é... foi aí que eu entendi... eu costumo guardar todo o dinheiro que cai nas minhas mãos. Vou tentar perdoar alguém um dia, mas vou começar aos poucos, comprando algumas coisas novas...

quarta-feira, 7 de março de 2012

Moraleja: A Presunção da inocência de Inocência

Inocência é jovem, livre, votante e imputável. Tem vinte e seis anos e não dever prestar contas de seus atos pessoais a ninguém. 

Há duas semanas, sua vida tomou um caminho diferente daquele com o qual já se havia acostumado. Inocência, agora, acorda a cada dia com uma pessoa diferente ao seu lado. E lá se vai um bocado de homens... E algumas mulheres também. 

Algumas vezes, usam aliança e, outras vezes, ainda é visível o bronzeado que se formou ao redor de onde costumava ficar a aliança. 

Pensa que há algo estranho, porque não sabe seus nomes, não sabe nada de nenhum deles. Na verdade, em grande parte das vezes, ela não os olha nos olhos e, no meio do dia, já não é capaz de lembrar seus rostos.

Uns roncam, bocas abertas e sobressaltos. Outros dormem tão silenciosamente que é possível sentir como estão bem, como estão em paz. É difícil, mas Inocência já conseguiu encontrar pessoas que gostam de conversar antes de dormir.

E toda manhã acontece a mesma coisa, Inocência acorda ao lado de qualquer ilustre desconhecido, arruma o cabelo, passa as mãos pelo rosto, pega sua bolsa e...
Desce do ônibus.

Moraleja: Só quem tem malícia vê malícia onde não tem.  

sábado, 3 de março de 2012

[Texto para mulheres]

Na verdade, é um texto para mulheres que usam salto alto e andam a pé. É para essas que pergunto: por que insistimos em parecer que temos 1,75m quando temos 1,65m de altura? 1,65m já não é uma altura boa o suficiente?!

Caso é o seguinte: vocês não sabem o que passei a única e mísera vez que resolvi usar sapato chique para sair a pé. Aconteceu na Motofest...
Na ida: "tudo certo".
Chegando lá: "tudo certinho".
Caminhando por lá: "é.. tudo mais ou menos certo".
Voltando pra casa: "nada certo".
Em casa, ao tirar o sapato: "Tá tudo errado. Nunca mais uso essa merda".

Saldo da brincadeira de ser alta: Voltei pra casa mancando, andando com um passinho de quem não quer peidar e o pior: lembra do Mateus? Claro que não lembram, vocês nem conheceram ele! Pois é... ele reapareceu. 
Veio me dizer que foi falar comigo, me pegou do braço, mas eu ignorei ele. É claro que eu apenas pedi desculpas, afinal eu não podia dizer: "Bah, foi mal, é que eu tava mais preocupada com uma bolha no meu dedão." Que coisa, não.
Mas não vim aqui pra falar do maTeus, e sim do sapato. E das meninas da motofest também. Poxa, eu tava com os pés doendo, mas - no momento em que sentei - consegui observar atentamente um fato: Jaguarão está minado de periguetezinhas! O sucesso do Michel Teló rolou solto naquelas boquinhas careadas... pobres motoqueiros, ficaram com má impressão da minha cidade amada.


Voltando ao sapato, eu só me pergunto: "Por que? Por que?"

E, principalmente, já me antecipando: "Por que é que as doloridas lembranças sumirão com a bolha, fazendo com que eu use aquele maldito sapato novamente?"

Um e um são dois. E nós, somos o quê?

O que nós somos?
Seria possível que nossas vidas fossem comparadas tão-somente a uma equação, ainda que daquelas complexas - com parêntesis, colchetes, incógnitas, raízes quadradas e toda espécie de símbolos que desconheço, mas que são dotados de poder para tornar positivo o negativo ou para indicar com exatidão a aceleração, o espaço, a velocidade!
E nessa equação que é a vida, somamos, subtraímos, dividimos e multiplicamos... como na ciência exata, não aplicável à sociedade, apesar das várias tentativas de esquadrinhar as pessoas.
Somamos... somamos tudo o que temos por positivo. Amigos, lembranças, amores, e aí reside a importância da infinitude dos números.. podemos somar e somar alegrias sem jamais atingir um limite.
Subtraímos... subtraímos tudo que, por natureza, taxamos de negativo: tristezas, maldades, medos. Subtraímos, buscando chegar ao Zero. As vezes, por um erro de cálculo, acabam-se subtraindo coisas que não queríamos que se fossem. Mas é inevitável, sabe... é necessário passar a borracha e apagar algumas coisas para se chegar ao resultado satisfatório. Se não as apagamos, vamos chegar ao final da conta e perceber que o espaço a ser apagado será muito maior porque construímos muito sobre um erro. E vai doer apagar. Na vida, ao contrário do papel, não basta virar o lápis e passar a borracha, não... costuma dar um pouco mais de trabalho e de dor.
Se somamos tristezas e subtraímos a nós mesmos, bom... aí não podemos nunca esperar a resposta "certa". Não vai coincidir com o gabarito e vamos ter que buscar, em toda a equação, o lugar do erro e tentar um acerto. 
Dividimos... ahh, como dividimos! A notícia, o abraço, o bolo! Dividimos por 2, por 3, dividimos pelo número necessário e não vamos nos importar se aparecerem vírgulas. Quando amamos, aí mesmo que nos dividimos. Doamos uma metade de nós e ainda conseguimos nos manter inteiros. Ah, a maTemática da vida [é assim mesmo, com esse Tesão no meio]!
A multiplicação, certamente, é a melhor operação que podemos realizar. Porque a multiplicação resolve tudo. Olhando para ela, assim, a gente nem desconfia. Mas vamos lá, experimentemos multiplicar, fazer o bem! E chega mais que eu vou contar um segredo: depois que tiver somado todas a tristezas, todos os males, tudo o que te fizer triste, multiplica por Zero! É assim que eu vivo porque é assim que eu gosto de viver.
O que vem depois do sinal de igual? Bom, é esperar pra ver. Afinal, não existe escola para a vida. É como dizem... a vida é uma professora complicada, primeiro dá a prova e, só depois, ensina a lição.

Por: Viviane Freitas e Pedro Costa.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Compreende?

Entende que não é estar perto que mais importa?
Entende que o que conta é o que você sente?
Entende que, se estar perto fosse essencial, ninguém nunca se teria separado?


Entende que eu não me importo se for muito caro?
Entende que estar contigo não tem preço?
Entende que damos mais valor às coisas pelas quais temos que lutar mais?


Não importa que você não entenda nenhuma das coisas que eu disse.
O que importa é que você entenda, ou melhor, que você saiba:


Eu não gostei de você só porque você estava perto de mim.
Eu gostei de você pelo que você foi enquanto estava perto de mim.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

CarnaValizandoOoOoo


Agora que o carnaval nos deu as costas, podemos falar sobre ele. 
Foi bom. 
Foi tri bom.
Ah tá bom, foi ótimooooo!

Mas eu vim contar uma peculiaridade desta festa carnal.

Encontrei alguns amigos na avenida. Eles estavam com uma amiga. 
Ela me olhou e disse: Ooooii
Eu respondi. 
Logo em seguida, ela disse: - Sabia que tu é muito bonita.
Eu dei um abracinho nela e disse: - Ainnn obrigada, eu gostei tanto de ti.
Ela perguntou o meu nome, eu perguntei o dela  [e já não lembro] e tá, né. Eu já achando que tava fazendo uma amiga.
Dali a pouco, a voz dela retumbou bem no meu ouvido: - Tu é bi?
[Porra.. bicicleta, bicuda, binitinha, biruta?? Do que essa guria tá falando??]
Quando eu entendi a pergunta, eu respondi "não"
Ela insistiu, como se fosse difícil acreditar: - Totalmente hetero?
Eu disse, já meio em dúvida: - Sim, totalmente...
Finalizou: - Que pena, porque tu é muito linda

Me caiu os butiá do bolso...
Sorte que enquanto eu catava os butiá, o Eduardo apareceu. Salva!

Olha... a guria era bonita. Eu ia me dar bem se eu fosse do babado...uhahauhauhauhuah