terça-feira, 4 de novembro de 2008

Soneto II - Um brinde: tim-timm

Introdução:
Esse é mais um dos meus poemas malucos, que necessitam de um contexto específico para serem entendidos. Portanto, vou pô-los a par da situação; esses versos são para um moço, que apareceu tímido para uma moça. Mas quando ele cantou, ele encantou. E, para ela, ele parecia o único ali naquele lugar cheio de gentes. O poema trata da única vez em que se encontraram, e que se amaram (eternamente) por uma noite. E digo 'eternanamente' porque memórias, meus caros...memórias são pra sempre.

Com vocês, o soneto ao brinde:

A beleza que ninguém vê,
eu vejo
o Amigo que se quer ter;
desejo

Quando te vejo passar
o sorriso me escapa do canto da boca
dá um jeito, me dá um beijo, tira a roupa.

Quando me vê sorrir
um sorriso lhe escapa do canto da boca
deu um jeito, já deu beijo, põe a roupa

Mil planos pra te encontrar
na vida real não dão certo
ora tão longe, ora tão perto
e tão distante de chegar.

vem meu amo
vem me amar
ser meu dono
meu cantar

E canta pra mim baixinho
Mas não me faz acordar
Se tudo for mais um sonho
Não terei pr'onde voltar

Não adianta planejar
descubra a mulher em mim!
o que tiver de ser, será.
Por ora, um brinde: tim-timm

_____________
Aproveita o agora/Nada dura pra sempre/Deixa o tempo passar/Repousa no meu ventre/É o meu maior presente

Tanto tempo a esperar/Instantes eternos/Momentos repletos/Momento de amar

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Soneto da couve desvairada



Há 45 dias sem verdura

a sóror se contentava com lavar, passar,

enfim, esperar o verdureiro chegar
(e que chegue antes da loucura!)


Nada lhe satisfaz a não ser verdura

Vinha de noite... pegando fogo a se abanar!

até Luiza, a geladinha, ficava a lhe invejar
espiando da janela escura


E o pobre verdureiro

só debaixo de chuveiro

na angústia de voltar

vê a bucha espumando ao apertar

já não sabe se fuma

ou se apaga o fogo
já não sabe se fuma
ou se ficou louco!

Passa na feira e vai na couve
Meio murcha ele a chacoalha

êta truque que não falha

Passa a freira e vai na couve

pega logo a chacoalhada
e fica toda enxovalhada


Passa o tempo, lentamente

e de saudade morto e meio

Chega de
saco cheio
Mas feliz e sorridente


-Aqui, couve não falta, amor

se eu pudesse aqui ficar
noite e dia a experimentar

os temperos da couve-flor


Não balança o chaveiro tão perto

que ela pensa que é tempero

não importa se traz dinheiro

e finda a seca no deserto!


Agora é só alegria

no claro ou no escuro dia

Agora é só carnaval

Decidir se faz bem ou mal
No calor desse inverno

se vai do céu ao inferno

e o teatro chega ao final

um espetáculo sem igual


Mas não se esqueça, por mais tempo que fique sem couve, diga Não às unhas curtas!!.


domingo, 12 de outubro de 2008

Não é que eu não goste...eu, simplesmente, ODEIO

Pra começar, saibam que pessoas monossilábicas não me agradam. Na verdade, na verdade, elas me irritam profundamente! Principalmente, as que acham que beleza fala por si só.
Será que é pedir demais para que as pessoas formulem frases com mais de três palavras???
É sério, não suporto o "oi, td blz?" eu simplesmente leio como: "Dã, eu sou estúpido, sem assunto e espero que tenhas algo pra me perguntar, senão nossa conversa vai acabar aqui."
Não é que eu também não seja monossilábica, as vezes mas, poha, tem gente que exagera.
Outro dia, numa conversa de msn, eu tentava inutilmente bater um papo (que é para o que serve o msn) com um homem, mas a criatura ou tinha preguiça de digitar as palavras ou sabia do meu ódio mortal por monossilábicos. O que aconteceu foi o seguinte:

log
vem ni mim que eu tô facim facim diz:
oi gata blz???

Viviane Freitas diz:
oi, eu estou bem sim e tu?

vem ni mim que eu tô facim facim diz:
tbm.. e as novi?

Viviane Freitas diz:
nada demais, muito estudo e poucas festas. E tu?

vem ni mim que eu tô facim facim diz:
hm

Viviane Freitas diz:
Tás estudando ou trabalhando? Não tens saído?

vem ni mim que eu tô facim facim diz:
aham

vem ni mim que eu tô facim facim diz:
vi tuas fotos d+

Viviane Freitas diz:
obrigada, foram de domingo passado, estava tri cheio o centro. Foste?

vem ni mim que eu tô facim facim diz:
n

vem ni mim que eu tô facim facim diz:
fui mais era cedu

Viviane Freitas diz:
tenho que sair agora, até mais...um abraço, cuide-se.

vem ni mim que eu tô facim facim diz:
t+ bjs gata

vem ni mim que eu tô facim facim diz:
(L)

Até aqui, tudo bem...até normal eu diria. Mas, apesar do aparente descaso desta pessoa para com a minha, imagine que o moço me ligou e convidou para sair com ele na mesma noite!!! Eu disse (Pasmem!) Não, é claro.
Já pensou; se virtualmente o homem não tem papo, pessoalmente deve ser um desastre! Aposto que ia me achar com cara de meteorologista e perguntar cem mil vezes: Será que chove?
- Ah! Vá pro diabo que te carregue, eu tenho mais o que fazer, meu filho!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

a MeNesTréia

Acabo de comprovar a veracidade que contém a frase 'amigas curam'...

Era uma vez seis universitárias viajando. E elas viveram felizes para sempre.

Eu sei que esta pode ter sido a história mais curta que tu já viste, mas se contar o que aconteceu entre o 'era uma vez' e o 'viveram felizes para sempre'... ninguém vai acreditar... ou, quem sabe, pode até não fazer sentido...

A verdade é que seria muito difícil explicar que Doña Calabrezita, la soltera foi o apelido dado à única calabreza do X-Calabreza da Micheli. Assim como ninguém saberia o que é um corbatón (que eu não posso falar devido ao adiantado da hora) ou um pollito soltitante (que já deve ter dado pra perceber do que se trata).... coisas que só fazem sentido pra quem presenciou, sentiu, viveu... EU VIVI!!!

Coisas que aprendi no taller de Espanhol: (é quase 'o menestrel', de Sheakspeare - huahuahua)
Aprendi a ver com bons olhos as calças jeans com bolinhas verdes (quem já tomou chimarrão num onibus em movimento sabe do que estou falando)
Aprendi que intervalos de 10 minutos se transformam em paradinha de 50 minutos e comprinhas de R$50,00 (note que o diminutivo é uma tentativa de amenizar a gravidade das coisas)
Aprendi também que exames de Literatura espanhola e Morfossintaxe são assuntos que devem ser evitados quando o clima é de diversão, pois eles roubam os sorrisos e dão lugar às rugas de preocupação.
Aprendi que você vai gastar R$10,00 num X-Mixuruca e depois vai descobrir um lugar aconchegante (com um garçom gatérrimo) onde vendem um pastel delicioso, enorme e superbaratinho.
Aprendi que sorvete não dá dor de gargante nem lhe faz perder a voz, a menos que você deixe de comê-lo mesmo estando com vontade
Aprendi que status não engana mais ninguém, especialmente quando você vê uma aluna do 5º semestre dando um show em uma pós graduada
Aprendi até sobre arquitetura barroca, porque não me deixaram esquecer mesmo
Aprendi que não importa o quão honesta você seja, algumas pessoas são tão toscas a ponto de roubar suas canetas
Aprendi que pessoas do outro lado da sala de aula podem ter tanto a ver com você, basta conhecê-las melhor
Aprendi que, mesmo quando você estiver atolada de trabalhos para entregar, você ainda vai arranjar tempo pra viajar por três dias com suas colegas e, ainda assim, vai conseguir entregar seus trabalhos a tempo
Aprendi que as pessoas podem se dar bem apesar das diferenças abismáticas entre elas; umas preferem gastar em roupas, outras em sapatos, outras em livros e outras preferem não gastar (e o que te importa?)
Aprendi que os talleres terminam, mas aprendi também que semanas acadêmicas virão...
Aprendi que você é mais feliz no meio de 5 amigas do que no meio de R$5.000,00 (acredite em mim quando digo isso... é uma fala tão real quanto a da desconhecida que diz acredite em mim quando eu digo pra usar filtro solar)
Enfim, aprendi que um simples taller didático pode fazer você aprender coisas que levaríamos anos pra perceber!


Parei para pensar e me questonei se seria possível ser mais feliz...
A resposta me veio em menos de dois segundos com uma imensa certeza que invadiu meu imo... - Não!

Logo eu que já nem lembrava como era rir por horas e horas sem parar...
eu que acreditava que a felicidade estava longe demais para ser alcançada...
eu que nunca imaginei querer estar eternamente em uma instituição de ensino...
eu que pensava que gravata só se usava em baile de debut...hehehe
eu...eu...que acabei descobrindo que a verdadeira alegria da vida é ter amigas!!!

Que venham muitos talleres, semanas acadêmicas, encontros, feiras do livro..o que quer que seja...DESDE QUE SEJA!

sábado, 4 de outubro de 2008

Eu Me reCuSo, FaçO Hora, vOu Na vaLsa....

Veja bem... nunca fui de acreditar muito em horóscopos, inferno astral e otras cositas más, mas, confesso, - ontem eu deveria ter dado ouvidos. Ou quem sabe eu tenha absorvido subconscinentemente as previsões do radialista!!!

A questão é que, ao levantar, eu liguei o rádio e o locutor imediatamente anunciou: (Note que esta foi a primeira coincidência)
- Alô alô capricornianos... hoje o dia será tumultuado, pessoas tentarão atrapalhar o seu caminho.
- Humm... que besteira - pensei - impossível que todas as pessoas que nasceram em janeiro fossem ter seus dias tumultuados
Doce engano...hehehe

Tomei meu cafezinho e saí para dar uma volta... típico de pessoa que não tem mais o que fazer (só uma resenha crítica de três autores diferentes, fazer uma análise literária, ensaiar uma peça de teatro que temo ser erótica e, é claro, tenho exame de morfossintaxe na segunda-feira).

Tinha esquecido que as pessoas são crueis, mas olhei para o meu cachorro que me seguia alegremente e lembrei que envenenaram o Costelinha e a Esperança aqui na vizinhança. (Aviso aos navegantes desta canoa furada chamada mundo: - A esperança foi a última que morreu!)

Bom, retornei, deixei o cusquinho dentro de casa. Quando ia saindo novamente olhei para o sol e ele brilhava tanto, mas, ao baixar a cabeça, deparei-me com algo que brilhava ainda mais. E a dona do olhar encantador me disse assim:
- Me consegue uma coisinha de comer, tia?
Digam-me: Como eu poderia dizer que não??

Retornei a casa, aproveitei que a torradeira ainda estava quente, fiz um sanduiche, servi um copo de suco e levei para a menininha. Enquanto ela comia, conversava comigo. Nossa!! Nem lembrava como as crianças dizem coisas interessantíssimas!!! A menina me fez perguntas que, pasmem, nem Freud explica!!!
Acreditem, a menina me perguntou qual casa era a minha. A princípio não entendi a pergunta, mas tentei explicar a ela que o que ela achava que eram várias casinhas, eram os cômodos de uma única casa. Ela pensava que cada cômodo era a casa de uma família. Meu Deus, senti minha garganta secar quando ela agradeceu pelo "almoço". Meu Deus, era só um pão!!!!

Quando ela foi embora (e juro que queria que ela tivesse ficado ali comigo pra sempre), eu levei o copo dela até a cozinha e achei que poderia, finalmente, dar meu passeio sossegada. Ledo engano...

O telefone tocou!! Lei de Murphy, comprovadíssima por mim. Dei toda a volta na casa correndo e quando tirei o telefone do gancho a ligação já tinha caído. Tentei gritar um palavrão, mas me senti idiota e desisti.

Olhei o relógio, já estava na hora de ir preparando o almoço.
- Hunf... Eu nem queria sair mesmo...
Mas tenho a estranha sensação de que se eu não tivesse ligado o rádio naquela hora, nada disso teria acontecido.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

PoDe Ter CerteZa...

Depois que muitas pessoas te decepcionarem e tu tiveres perdido a esperança de achar alguma diferente, vai aparecer uma pessoa na tua vida. E essa pessoa vai aparecer de repente tomando teus pensamentos... essa pessoa que vai te tirar sorrisos da alma, mesmo se estiveres sozinho... vai fazer tu esqueceres que teus dias já foram tristes... vai fazer com que tuas feridas pareçam meros arranhões ocorridos num passado distante e esquecido, o sorriso dela vai estremecer algo dentro de ti e o olhar vai te passar uma segurança infinita...

Pode ter certeza; um dia essa pessoa vai aparecer pra ti.

Desculpe ter de complementar a informação que acabo de te dar...mas...
Essa pessoa tão fantástica e diferente, vai te abandonar. Exatamente isso: Vai te abandonar, e de um jeito tão educado que vai fazer com que tu a odeies ainda mais.
Ela vai te dar explicações coerentes e, por consequência, convincentes do 'porque' de ela estar fazendo isso. É claro, na hora tu não vais entender...vais te perguntar - porque ter sido tão amável com alguém que não se pretendia algo mais?

Eu mesma te respondo: é porque as pessoas são egoístas, individualistas e não se importam com ninguém a não ser com elas mesmas. É claro que não é isso que vais pensar. Teu pensamento inicial vai ser o de achar, ou melhor, de tomar por verdade, que o erro foi teu, que tu deves ter algum problema. E o arranhão de um passado distante se torna uma ferida aberta no presente e isso não é uma sensação nada agradável, afinal uma ferida no corpo a gente suporta, mas na alma... na alma é pra sempre.

O tempo vai passar, como sempre... só passar... sem se importar contigo. Os dias vão perdendo o sentido. Todas as coisas são evitadas com o questionamento "pra quê?" estudar pra que? trabalhar pra que? comer pra que? Patético não é mesmo?? Mas é muito real.

As pessoas deixam de se preocupar com si mesmas, elas se abandonam, se apagam e ainda têm coragem de pedir para que alguém não as abandone... Quem sabe, estivéssemos certos ao pensar que o problema era conosco, afinal só sabemos cobrar acertos do outro, sem perceber que o outro só estava esperando calmamente que acertássemos pra não desistir da gente. E falhamos. E ficamos sozinhos. E finalmente entendemos... entendemos tudo!

E podemos ver, claramente, que vamos sobreviver de novo e de novo e de novo...

A moral/lógica dessa história é:
Estrelas têm luz própria; Pessoas são estrelas; Portanto temos luz própria..
Tu não precisas de ninguém pra te fazer luzir. Então BRILHE !!!!!

sábado, 20 de setembro de 2008

Eu sou tanta coisa;
Eu deixei de ser tanta coisa;
Eu quero ser tanta coisa;
E eu quero deixar de ser tantas outras.

E tudo começou lá em 31 de dezembro de 2007, quando eu comecei a fazer as 'promessas de ano-novo... é...eu prometi "vou mudar" e acabei me confundindo. Nunca fui tão igual ao que fui ontem, quanto o sou hoje!!

Primeiramente, prometi que ia deixar de ser preguiçosa para ser mais disposta, no entanto, comecei o ano de calendário na mão, rezando pra que os feriados caíssem na sexta-feira; Depois, prometi que ia tentar me conhecer melhor pra me amar e me aceitar, enfim, ter consciência de quem eu era, mas, dia 02 de janeiro eu estava indo passear e, quando vi meu reflexo num espelho distante, achei tratar-se de uma pessoa familiar... dá pra acreditar que não me reconheci???
Prometi também que não ia cair nessa onda de modernidade que fica com um monte de gente, mas aí chegou o tal de carnaval... sabe como é! Acabei me contradizendo, ou melhor, contra agindo!
Prometi que ia procurar um emprego, essa eu jurei que ia cumprir, mas me vi em Setembro tomando mate na beira do cáis em plena segunda-feira... - Putz! Já estamos em setembro!
Lembro que prometi perder certas manias e superstições que me perseguiram durante toda a vida, mas de repente lá estava eu pisando só na faixa branca da calçada enquanto roia as unhas... me deprimi ao ver um gato preto que prendeu minha atenção, e isso fez com que eu me distraísse e quase passasse por baixo de uma escada... - Ufa, essa foi por pouco! Imagina quanto azar!!!
Prometi que ia amar e amar...coisa que sempre faço mesmo sem prometer..mas não é que até nisso falhei... os amores passaram reto este ano por mim, continuo titia... Fazer o quê?
A blusa branca que usei no reveillon está manchada de cerveja e a calcinha vermelha já desbotou mesmo..
É...acho que as promessas não adiantaram de nada, mas prometo que o ano que vem vai ser diferente..ah, se vai!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Ou SeJa

Isto aconteceu com o amigo de um amigo meu, ou seja... hehehe - será que alguém ainda acredita nisso?
Bom, a questão é que o fato me fez pensar se podemos realmente medir o amor, especialmente, se podemos medir o amor que o outro sente... cheguei a conclusão de que a resposta é não...

Era uma vez um casal feliz - como normalmente é nos primeiros meses - que dizia a cada cinco, ou melhor, dois minutos o quanto iam se amar pra sempre, ou seja... pelos proximos dos anos. Até aí tudo bem, normal. Mas o tempo passa, as coisas mudam, o ciúme ganha território e as brigam surgem como a poeira, ou seja... vindas do nada!
A grande questão que vai gerar a moral da estória é que a cada briga ele fazia questão de dizer a ela que a amava mais e que se importava mais - ele era tudo mais que ela, ou seja... Típico dos homens!
E, cada vez que se chateava com ela, dizia-lhe que ela nunca o abandonasse, que já não era possível sobreviver sem ela... que fizeram e aprenderam tantas coisas juntos que seria impossível esquecer, ou seja... "teu amor tem que durar, pelo menos até o meu acabar" (egocentrismo, individualismo... chamem do que quiserem, eu chamo de machismo mesmo)

Mas a vida...a vida é uma caixinha de supresas, meus amigos. Acontece que esse romance tão fantástico acabou. É, acabou, como começou, ou seja...aos poucos.
E adivinhem só... o príncipe que sentia tudo "mais" nem sofreu... não se abalou, já ela - coitada - nunca disse, mas pelo jeito como ela passou a viver a partir daquele dia... demonstrou que ela amava mais, ela sentia mais, ela suportou mais... ela tentou mais.

Moral da história:
Falar é fácil (não, não estou me contradizendo), mas falar não é sentir... falar é só falar... como ele foi capaz de medir o amor dele, compará-lo ao dela e ainda dizer que o dele era maior, se na primeira prova pela qual tiveram que passar o amor dele cedeu?
Tu consegues medir teu amor... com certeza, podes julgá-lo eterno, imortal, interminável? Acho que pensas que podes, mas não é verdade!
Como podes dizer que teu sentimento é superior ao de outra pessoa se não estás na pele dessa outra pessoa, ou seja...Te manca!
Só porque nem todas pessoas dizem aos quatro cantos o que sentem não significa que não sintam, quem sabe mais intensamente! Quem sabe, o silencio seja a forma de fazer com que algo seja só seu, não importa a interferência do pensamento alheio. É verdadeiro e não precisa ser provado (aos outros).

É óbvio que qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência, ou seja... invento minhas próprias verdades, isso não quer dizer que elas tenham necessariamente que ter verdades verdadeiras. Ou seja, são meias verdades, inverdades...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Tudo é Questão de Ponto de Vista!


Sabe, tem um ditado que diz Sorte no amor, azar no jogo ou vice-versa. Pois bem, decidi fazer uma aposta, afinal, pelo que diz o ditado eu iria ficar milionária - e eu acreditava piamente nisso!... e não é que acabei percebendo e me convencendo de que é realmente possível uma pessoa ter azar no amor e no jogo! Agora, me responde; será que existe pelo menos uma pessoa com sorte em ambos??

Então, o tempo foi passando, deixei de apostar na loteria, passei pra megasena, logo depois pra telesena, e por último, acabei investindo na raspadinha - que patético. Mas não ganhei um tostão... definitivamente, eu não tinha sorte no jogo!! Mas e então???

Só me restava uma coisa; Mudei meu jeito de pensar a partir disso...comecei a pensar que talvez eu tivesse, sim, muita sorte no amor... muita sorte mesmo! Porém, acredito que, por muito tempo, eu tenha feito do amor um jogo, onde eu só queria ganhar sempre!! E se fiz do amor um jogo, como eu poderia querer ter sorte, se já estava mais do que provado que sorte nos jogos era uma coisa que eu não tinha, nem sombra!!

Foi aí que comecei a perceber que se eu não quisesse perder o pouco dinheiro que me restou, eu teria que parar de jogar com o amor. Como eu já disse lá no título; tudo é questão de ponto de vista. Se eu via o amor sob a perspectiva de uma jogadora - que só quer vitórias e se esquece que o importante é participar - eu sempre iria perder!

Agora tô tranqüila, sem stress, como dizem por aí... é claro, ainda não resisto a uma raspadinha quando passo na lotérica, mas é isso... tem vezes que até ganho... outra raspadinha - patético de novo, mas é bem isso que quero passar, o que importa é não desistir. Não desisti do amor também e, agora, acho que consegui o equilibrio...um pouquinho de sorte em ambas as coisas.

Moral da história, não faça do amor um jogo;
Moral do jogo, faça do amor uma história.


Agora tenho que ir. Preciso ir ali na lotérica pagar umas contas...
Até a próxima.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

DesLiGue SeuS OuviDoS


Se alguém discordar, tudo bem, sinta-se a vontade, mas se discordar...É LOUCO!

Estava eu fazendo o almoço "lá lá lá... a vida é bela, os passaros cantam, o céu é azul..." bom, até aí tudo bem. Liguei o rádio, para que minha culinária tivesse trilha sonora. E lá estava eu, fazendo um belo estrogonofe ao som de "de bar em bar, de mesa em mesa, bebendo cachaça tomando cerveja..." É claro, lá pelas tantas, não sei porque raios eu comecei a achar que minha voz era afinada, e lá estava euzinha fazendo um trio com Bruno e Marrone... senti-me tão feliz de poder cantar! Estranho, né?
Bom, a questão é que quando eu estava no auge da minha felicidade - cozinhando e cantando e seguindo a canção - o locutor interrompeu a música para dar espaço à campanha política... Poxa, bem na hora do almoço! As promessas utópicas começaram a me enojar, senti que vinha uma má digestão por aí... Desliguei o rádio, a vida já não era mais tão bela assim.
Liguei a tv. Humm, legal..quanta notícia, dava pra encher uma bela linguiça...
Não é que de repente, não mais que de repente, entrou uma tela azul com uma malditas letras brancas que dizia: "Horário reservado a propaganda eleitoral gratuita" Pombas, tchê!! A partir daí, além de a vida não ser mais tão bela, os passarinhos pararam de cantar - ou eu já não os ouvia. Desliguei a tv, afinal, tudo tem limite, menos os surtos verborrágicos de políticos.
Quase cortando os pulsos com a faca de manteiga, eis que me surge a idéia mais maravilhosa do mundo! "Músicas do computador."
Larguei o garfo, liguei o pc, abri minha pasta de músicas e apertei o play. Ah...música, música...não vivo sem música!!
Mais aliviada, fui até a janela respirar o ar de quem está satisfeito por ter tido uma idéia tão boa! Respirei tão fundo que meus tímpanos chegaram a me deixar meio surda! Sentia-me orgulhosa!! Venci as propagandas!!
Mas (sempre tem um "mas")...
Já dá pra adivinhar o que aconteceu, não é mesmo??
Veio aquele baita caminhão de político com um volume absurdamente estúpido de tão alto e abafou por completo o som da trilha sonora do meu almoço! Fiquei arrasada e pensei "nesse eu não voto!"

Aumentei o volume do pc, mas nada abalava aquele troço cheio de caixas de som, que eu acredito ter sido construido para que os surdos pudessem saber as propostas dos candidatos sem o uso das libras.

Lembrei do velho ditado que diz.. Se não pode com eles, junte-se a eles..
Liguei o rádio, a tv, abri a janela e comecei a notar que tinha ficado louca, a comida tinha esfriado, a vida era horrível, os passaros se assustaram com o barulho do caminhão e tinham ido embora e o céu já não era azul - era cinza.