sexta-feira, 21 de novembro de 2008


O Alex tá sentado na rede tocando guitarra e, não sei porque, isso me inspirou...

por isso vim até aqui tentar responder uma pergunta que já me foi feita tantas vezes que eu até já perdi as contas; porque tu escreve tanto?


Primeiro, é porque eu não tenho preguiça e porque eu sou viciada mesmo. E depois, é porque eu gosto de ler coisas que escrevi anos atrás e lembrar de coisas semi-esquecidas¹.
Bom, minha mente não dá conta de guardar tantas informações, então eu as escrevo porque não as quero perder. Mas essa pergunta é tão vaga que eu nem sei responder mesmo... eu nem tenho uma desculpa certa para dar.
Eu poderia dizer que escrevo quando estou feliz, mas a verdade é que também escrevo se estou triste, escrevo mais ainda se não tenho nada pra fazer e, se me faltar tempo, aí mesmo que eu arrumo tempo pra escrever! Invento coisas pra escrever quando está frio, quando está calor demais, se chover então! escrevo mais ainda. Escrevo pra vir o sono e pra mandá-lo embora também...

Um psicólogo diria que é normal, mas um bom psicólogo diria que é melhor eu procurar um psiquiatra.. "maluca" o que não vai pro blog, vai pro diário; o que não vai pro diário vai pro caderno; o que não vai pro caderno vai pro word e o que não vai pro word... ah, tudo acaba indo pro word mesmo!

Eu não sei quanto a vocês... mas eu percebo tudo de um jeito diferente... as situações da vida são quase literatura pra mim; um romance, uma poesia, um conto, uma tragicomédia (é o mais comum na minha vida).

E como tem coisa pra escrever! tem as viagens, as reuniões de sexta-feira, os "guris" que me confundem, as amigas que fazem burrada, eu que faço burradas... tem tudo e mais um pouco.
O que faço é, na verdade, a codificação de momentos.. e como diria o rei "o importante é que emoções eu vivi. Hehehe... e são tantas emoções, pô, bicho!"
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¹Semi-esquecidas, leia-se como coisas que eu não lembrava até que acontece algo que me as faz lembrar.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008


Odeio ter que admitir... mas minha mãe está sempre certa!
Estes dias ela me viu escrevendo umas coisas, acusando diretamente uma tal Reitora que vive por aí.
Minha mãe só me olhou com toda aquela cara de "sei-o-que-estou-falando" e disse (notem que teoria interessante, baseada no empirismo total):
- Nunca afirma que é cocaína.

Eu só fiquei olhando pra ela, tentando entender um pouco que fosse...
Mas nada... então, com enorme paciência e sapiência, ela explicou todo o contexto daquela fala, a princípio, tão sem nexo;
Disse ela:
- O que estou tentando dizer é que, quando eu trabalhava no aeroporto, lá no Rio de Janeiro, meu chefe sempre dizia que, ao encontrar cocaína na mala de alguém, deveríamos ser sempre indiretos e dizer que encontramos "uma substância em pó de coloração branca e semelhante à cocaína". Pois, caso não fosse a droga, estaríamos em sérios apuros.

Entendi... poxa, minha mãe sabe mesmo como entrar na mente das pessoas. Ela conseguiu fazer eu tirar meu nome da carta que escrevi e, como se não bastasse, ainda me fez, sutilmente, tirar da mesma, frases como, por exemplo: "a Senhora mentiu" e substituir por "a Senhora se utilizou de inverdades"e "eu sei que não é verdade" foi substituido por "preciso de argumentos convincentes para acreditar". Em momento nenhum eu afirmei que era cocaína, mesmo sabendo que era. Acho que contentei minha mãezinha.

Foi então que percebi que a fala da minha velhota mãe não serviria apenas para a carta à Reitora, mas para tudo na vida; chefes, amigos, amores, pais e outros bichos mais...

sábado, 8 de novembro de 2008

Jô SoareS tá SentadO na Minha aLma


Será que é verdade... será mesmo que o meu olhar transmite uma tristeza?
Será que eu não consigo mais escondê-la com o meu sorriso?
E quem consegue?

E o pior é que é verdade... o fundo do meu olhar parece mais uma sala de aula nas férias, silenciosa... pedindo pra ser habitada novamente.
Quem já entrou na sala de aula no período de férias sabe como é... é estranho ver um lugar outrora tão animado, agora, ser apenas portador de lembranças. E como eu queria que minha sala fosse habitada novamente!
Já disse alguém muito sábio: os olhos são a janela da alma e, se você espiar na minha janela, eu garanto que o que vai ver é um lugar renovado. Tenho cortinas novas. Pintei as paredes. Joguei fora todas as coisas velhas, todas as coisas que me machucaram como, por exemplo, "o amor e outras coisas pontiagudas" e só deixei as coisas que me fizeram bem... ou seja, o lugar ainda está meio vazio (só tem uma cadeira ocupada), mas os carregadores vão chegar logo. Sabe como é... as transportadoras demoram um pouco. Enquanto isso, eu espero, espero e espero...
A verdade é que tem um Jô Soares sentado nacadeira da minha alma... e - acreditem - dói muito, é sufocante.
Eu carrego um peso na alma que me deixa cansada...
Cansada de fazer qualquer coisa, e culpada por não fazer!
Me faz sentir idiota por ser tão indecisa e inteligente por não decidir pela opção errada.
Me faz sentir covarde por nem tentar e tão corajosa por não ter desistido de nada até hoje, mesmo que os finais não tenham sido tão felizes quanto nos contos de fadas.
As pessoas tentam me convencer de que tudo o que me acontece tem um motivo maior, me dizem que a vida me "reserva coisas maravilhosas". E se eu não acreditar nisso vai ser pior pra mim, porque a outra opção não é nada agradável.
E o que é um ser humano sem esperança??
Pessoas podem entrar em nossas vidas por vários motivos: o problema é que confundimos tudo e só notamos a que as pessoas vieram quando ela já foram embora.

Tem pessoas que aparecem, assim, de mansinho... te arrancando sorrisinhos do canto da boca e agora te fazem gargalhar até sozinha.
Tem outras que chegam te arrancando suspiros e, quando as conhecemos de fato, não vemos a hora de irem embora!
Há pessoas que vão cantar pra você, vão se declarar, vão chorar, vão agarrar suas mãos tão forte, vão escrever cartas ou cartões, vão dar presentes, vão fazer de tudo para serem lembradas para sempre. E serão, mas não do jeito que esperavam. E justamente a pessoa que não fizer nada é a que vai conseguir chamar sua atenção. Porque será?
E o que resta é se conformar... eu não sei se arranco suspiros de alguém, se faço rir, mas sei que escrevi e recebi cartas, já escutei declarações, já ouvi músicas lindas, já senti tantos calores diferentes segurarem minhas mãos, já ganhei presentes, mas nunca tive motivo para chorar e nunca dei motivo para que ninguém chorasse por mim, embora alguns olhos já tenham se enchido de lágrimas enquanto olhavam os meus, já vazios.
E se algum dia os meus olhos voltarem a brilhar... mesmo que eu não consiga admitir, queria dizer que é porque vou estar amando novamente.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Movimento estudantil: Conosco ninguém pode.

Nome popular: Comigo-ninguém-pode
Nome científico: Dieffembachia amoena
Família: Araceae
Divisão: Angiospermae
Origem: América Central
Ciclo de vida: Perene

Rodeada de superstições, a comigo-ninguém-pode é indicada para quem quer afastar o mau-olhado. Diz-se que absorve as energias negativas das pessoas mal-intencionadas.
Fonte: http://http//www.jardineiro.net/br/banco/dieffembachia_amoena.php

Título: Formando uma cultura acadêmica em Jaguarão.
Esse texto não é nada que devesse, necessariamente, ir parar no jornal ou coisa que o valha, mas a verdade é que não seria nada mal que se soubesse por aí que os jaguarenses estão fazendo história. É com grande orgulho que digo que, pela primeira vez, a comunidade de minha cidade se mobilizou para um bem maior, tão maior que superou o individualismo próprio e natural do ser humano.
O motivo para tal?? Para quem não sabe o que se passa, eu explico; a razão para tanto desconforto é que nossa universidade é multicampi, e o último edital que foi publicando destinando novos cursos aos campi referiam-se exclusivamente aos outros 09 campi, ou seja, o campus de Jaguarão foi o único excluído.
Poderíamos ter permanecido quietos, quem sabe até poderíamos ter ficado na base do diálogo apenas, porém o que acontece é que novos cursos nos foram prometido sim. E já iam chegar tarde. Imaginem nossa surpresa ao saber que nem viriam!
Nada menos que uma surpresa indignativa, uma verdade que não se consegue acreditar por mais que os olhos vejam. Cursos prometidos, cursos esperados, cursos negados...

Reverter o processo?? Praticamente impossível. Parece-me que tudo foi pensado - para não dizer tramado ou maquinado - pouco menos de uma semana antes da abertura das incrições para o vestibular. "Eles" na humilde esperança de que ficássemos quietos e não fizéssemos nada. Atrevo-me a dizer que esses doutores tão hierarquicamente superiores a mim, foram ingenuos se pensaram que cruzaríamos os braços ao saber que nossa universidade federal corria sérios riscos, pois, como já é bem sabido nesta cidade, as pessoas que queriam ser professoras já estão matriculadas e com a formatura garantida.
Mas e quem não quer ser professor?? Vai embora da cidade. E se não tiver condições?? Matricula-se num curso que não quer... e não é necessário ser gênio para dizer que esse aluno vai desistir no meio do primeiro semestre, como diria Chico Buarque, "atrapalhando o tráfego", ou seja, tirando vaga de outro.

Nossos guerreiros - e quando digo guerreiros, refiro-me aos nossos incansáveis professores - fizeram projetos de dois cursos que viriam ao encontro dos anseios da cidade; Psicologia e Turismo. Porém a Magnífica - e quando a chamo de Magnífica é somente uma questão de tratamento - Reitora pro tempore Maria Beatriz Luce alegou, absurdamente, que a cidade vive uma "situação peculiar"(com ênfase na demografia, economia e localização - próxima a três outras universidades federais, além de diversas instituições não-universitárias de educação superior (...)". E notem que coloquei entre aspas porque estas são palavras que, se não sairam do próprio punho da Magnífica, pelo menos ela concordou com tudo, pois assinou. O mais estranho em tudo isso é que me parece que a pro tempore só conseguiu pensar nisso agora, ou seja, depois de ter feito promesas ou, usando palavras mais justas, depois de ter se utilizado de inverdades. Por qual motivo? Ainda não se sabe. E, para ela, pode-se dizer: Dê a esperança a um povo, mas ao tentar tirá-la prepare-se para as consequências!
E as consequências eu mesma digo quais foram, pois participei de todas elas; a primeira atitude a ser tomada foi o bloqueio das entradas da faculdade, até porque feijão não cozinha sem pressão. Foram confeccionadas faixas, vários cartazes e inúmeros panfletos. Grupos de alunos se revezavam em turnos para manter a entrada sempre bloqueada. Na noite do dia 31 de outubro, sexta-feira, realizamos uma caminhada pelo centro da cidade. Logo após, nos conduzimos para a Ponte Internacional Mauá, onde fizemos um semi-bloqueio, ou seja, bloqueávamos e liberávamos depois de algum tempo, pois o tráfego ali é muito intenso. No dia seguinte, um grupo do qual eu fiz parte saiu pelas ruas a fim de distribuir os panfletos e explicar às pessoas o que estava acontecendo e convidá-las para o grande protesto da próxima segunda-feira. A maioria delas já sabia do que se tratava e, tão indignadas quanto nós, prometeram fazerem-se presentes. E não foram palavras da boca pra fora, pois o número de não-acadêmicos que foi protestar surpreendeu e, ao mesmo tempo, alegrou a todos nós, discentes da UNIPAMPA. .
A Reitora alegou que não haveriam novos cursos por causa da evasão que se vem tendo no campus Jaguarão. Ora! Será que é preciso mais que um doutorado para entender que não se tem alunos justamente porque não se tem novos cursos? Aliás, quantas centenas de professores essa Reitora quer formar em uma cidade com menos de 30.ooo (trinta mil) habitantes?? Levando a prosa pra outro rumo, eu diria que, consistindo num problema de médio prazo, isso vai levar à subvalorização do profissional. O cálculo nem é tão difícil de ser feito. Divida centenas de professores por dezenas de escolas e veja o caos!
Quanto aos projetos dos curso apresentados à toda-poderosa - e isto não é um elogio, estou apenas exercitando minha ironia -, principalmente o de Turismo, o qual foi rejeitado sob alegação de que "há carência no diagnóstico dos campos para as práticas profissionais, requeridos por ambos cursos e provavelmente escassos em jaguarão e imediações." Como assim escassos?? Temos 800 prédios sob a proteção do Estado na cidade. Cidade esta reconhecida como uma das mais importante do Rio Grande do Sul, no que se refere ao patrimônio.
Além disso, os projetos de curso, segundo a Reitora, deveriam considerar "as necessidades, interesses e potencialidades do Município e da região circundante." Então, mais uma vez pergunto, porque não o Turismo? Não imagino nada que potencialize e interesse mais à cidade e aos municípios circundantes.
Sobre os argumento que a levou a rejeitar o curso de Psicologia, não queria nem comentar, mas vou. A Reitora, para quem não sabe, disse que "os cursos novos propostosnão são derivados de um tronco curricular comum nem do existente, nem dá área de formação do corpo docente." Porém, que eu saiba, se o curso enfatiza a área de recursos humanos ou pedagógica, em vez da área clínica, este curso se inclui nas Ciências Humanas.
Adoraria saber com base em que a Magnífica disse que o campus de Jaguarão se encontra numa situação "complexa e crítica".

Por ora é isso.
Para finalizar, quero deixar explicito aqui o quão importante foi a presença de cada acadêmico nesse manifesto. Apesar de muitos terem filhos, emprego e demais afazeres, souberam administrar seu tempo de forma a comparecerem sempre que fosse possível, o que consiste num gesto totalmente solidário, uma vez que estão lutando unicamente para o bem do outro e não para o seu próprio. Lembrando que todos os acadêmicos tinham duas opções: poderiam estar em suas casas dormindo tranquilos, ou poderiam brigar por uma causa maior, uma que envolve as futuras gerações. Nem é necessário dizer qual foi a opção escolhida. Todos deram seu mágico jeitinho de procurar argumentos que fossem de encontro às explicações sem nexo da Reitora, o que, aliás, não foi nada difícil, já que ela não mostrou estatísticas, ela simplesmente afirmou coisas sem jamais ter morado aqui, e tampouco sabendo da situação da cidade, que, por falar nisso, não me parece nada "peculiar".

A questão é que nós acadêmicos e algumas pessoas da comunidade (os maiores interessados) nos reunimos, bloqueamos a entrada da faculdade, fizemos uma caminhada com faixas, cartazes, e um caixão - simbolizando a morte da UNIPAMPA. Além disso, organizamo-nos para a distribuição de panfletos convidando a todos para o manifesto, o que surtiu um grande efeito, pois a comunidade deu seu total apoio no protesto de segunda-feira, dia 03 de novembro. Durante todos os dias de protesto circularam os abaixo-assinados, os quais, até o momento, já contam mais de 1.400 (um mil e quatrocentas) assinaturas. Iniciativa própria e custeio próprio.
O apoio dos professores também foi de suma importância. Ainda que não possam escancarar suas opiniões, sabemos quais estão a nosso favor e quais estão contra. E sobre esses professores tão amados há muito que se comentar, mas aí já fica pra próxima postagem...

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Soneto II - Um brinde: tim-timm

Introdução:
Esse é mais um dos meus poemas malucos, que necessitam de um contexto específico para serem entendidos. Portanto, vou pô-los a par da situação; esses versos são para um moço, que apareceu tímido para uma moça. Mas quando ele cantou, ele encantou. E, para ela, ele parecia o único ali naquele lugar cheio de gentes. O poema trata da única vez em que se encontraram, e que se amaram (eternamente) por uma noite. E digo 'eternanamente' porque memórias, meus caros...memórias são pra sempre.

Com vocês, o soneto ao brinde:

A beleza que ninguém vê,
eu vejo
o Amigo que se quer ter;
desejo

Quando te vejo passar
o sorriso me escapa do canto da boca
dá um jeito, me dá um beijo, tira a roupa.

Quando me vê sorrir
um sorriso lhe escapa do canto da boca
deu um jeito, já deu beijo, põe a roupa

Mil planos pra te encontrar
na vida real não dão certo
ora tão longe, ora tão perto
e tão distante de chegar.

vem meu amo
vem me amar
ser meu dono
meu cantar

E canta pra mim baixinho
Mas não me faz acordar
Se tudo for mais um sonho
Não terei pr'onde voltar

Não adianta planejar
descubra a mulher em mim!
o que tiver de ser, será.
Por ora, um brinde: tim-timm

_____________
Aproveita o agora/Nada dura pra sempre/Deixa o tempo passar/Repousa no meu ventre/É o meu maior presente

Tanto tempo a esperar/Instantes eternos/Momentos repletos/Momento de amar

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Soneto da couve desvairada



Há 45 dias sem verdura

a sóror se contentava com lavar, passar,

enfim, esperar o verdureiro chegar
(e que chegue antes da loucura!)


Nada lhe satisfaz a não ser verdura

Vinha de noite... pegando fogo a se abanar!

até Luiza, a geladinha, ficava a lhe invejar
espiando da janela escura


E o pobre verdureiro

só debaixo de chuveiro

na angústia de voltar

vê a bucha espumando ao apertar

já não sabe se fuma

ou se apaga o fogo
já não sabe se fuma
ou se ficou louco!

Passa na feira e vai na couve
Meio murcha ele a chacoalha

êta truque que não falha

Passa a freira e vai na couve

pega logo a chacoalhada
e fica toda enxovalhada


Passa o tempo, lentamente

e de saudade morto e meio

Chega de
saco cheio
Mas feliz e sorridente


-Aqui, couve não falta, amor

se eu pudesse aqui ficar
noite e dia a experimentar

os temperos da couve-flor


Não balança o chaveiro tão perto

que ela pensa que é tempero

não importa se traz dinheiro

e finda a seca no deserto!


Agora é só alegria

no claro ou no escuro dia

Agora é só carnaval

Decidir se faz bem ou mal
No calor desse inverno

se vai do céu ao inferno

e o teatro chega ao final

um espetáculo sem igual


Mas não se esqueça, por mais tempo que fique sem couve, diga Não às unhas curtas!!.


domingo, 12 de outubro de 2008

Não é que eu não goste...eu, simplesmente, ODEIO

Pra começar, saibam que pessoas monossilábicas não me agradam. Na verdade, na verdade, elas me irritam profundamente! Principalmente, as que acham que beleza fala por si só.
Será que é pedir demais para que as pessoas formulem frases com mais de três palavras???
É sério, não suporto o "oi, td blz?" eu simplesmente leio como: "Dã, eu sou estúpido, sem assunto e espero que tenhas algo pra me perguntar, senão nossa conversa vai acabar aqui."
Não é que eu também não seja monossilábica, as vezes mas, poha, tem gente que exagera.
Outro dia, numa conversa de msn, eu tentava inutilmente bater um papo (que é para o que serve o msn) com um homem, mas a criatura ou tinha preguiça de digitar as palavras ou sabia do meu ódio mortal por monossilábicos. O que aconteceu foi o seguinte:

log
vem ni mim que eu tô facim facim diz:
oi gata blz???

Viviane Freitas diz:
oi, eu estou bem sim e tu?

vem ni mim que eu tô facim facim diz:
tbm.. e as novi?

Viviane Freitas diz:
nada demais, muito estudo e poucas festas. E tu?

vem ni mim que eu tô facim facim diz:
hm

Viviane Freitas diz:
Tás estudando ou trabalhando? Não tens saído?

vem ni mim que eu tô facim facim diz:
aham

vem ni mim que eu tô facim facim diz:
vi tuas fotos d+

Viviane Freitas diz:
obrigada, foram de domingo passado, estava tri cheio o centro. Foste?

vem ni mim que eu tô facim facim diz:
n

vem ni mim que eu tô facim facim diz:
fui mais era cedu

Viviane Freitas diz:
tenho que sair agora, até mais...um abraço, cuide-se.

vem ni mim que eu tô facim facim diz:
t+ bjs gata

vem ni mim que eu tô facim facim diz:
(L)

Até aqui, tudo bem...até normal eu diria. Mas, apesar do aparente descaso desta pessoa para com a minha, imagine que o moço me ligou e convidou para sair com ele na mesma noite!!! Eu disse (Pasmem!) Não, é claro.
Já pensou; se virtualmente o homem não tem papo, pessoalmente deve ser um desastre! Aposto que ia me achar com cara de meteorologista e perguntar cem mil vezes: Será que chove?
- Ah! Vá pro diabo que te carregue, eu tenho mais o que fazer, meu filho!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

a MeNesTréia

Acabo de comprovar a veracidade que contém a frase 'amigas curam'...

Era uma vez seis universitárias viajando. E elas viveram felizes para sempre.

Eu sei que esta pode ter sido a história mais curta que tu já viste, mas se contar o que aconteceu entre o 'era uma vez' e o 'viveram felizes para sempre'... ninguém vai acreditar... ou, quem sabe, pode até não fazer sentido...

A verdade é que seria muito difícil explicar que Doña Calabrezita, la soltera foi o apelido dado à única calabreza do X-Calabreza da Micheli. Assim como ninguém saberia o que é um corbatón (que eu não posso falar devido ao adiantado da hora) ou um pollito soltitante (que já deve ter dado pra perceber do que se trata).... coisas que só fazem sentido pra quem presenciou, sentiu, viveu... EU VIVI!!!

Coisas que aprendi no taller de Espanhol: (é quase 'o menestrel', de Sheakspeare - huahuahua)
Aprendi a ver com bons olhos as calças jeans com bolinhas verdes (quem já tomou chimarrão num onibus em movimento sabe do que estou falando)
Aprendi que intervalos de 10 minutos se transformam em paradinha de 50 minutos e comprinhas de R$50,00 (note que o diminutivo é uma tentativa de amenizar a gravidade das coisas)
Aprendi também que exames de Literatura espanhola e Morfossintaxe são assuntos que devem ser evitados quando o clima é de diversão, pois eles roubam os sorrisos e dão lugar às rugas de preocupação.
Aprendi que você vai gastar R$10,00 num X-Mixuruca e depois vai descobrir um lugar aconchegante (com um garçom gatérrimo) onde vendem um pastel delicioso, enorme e superbaratinho.
Aprendi que sorvete não dá dor de gargante nem lhe faz perder a voz, a menos que você deixe de comê-lo mesmo estando com vontade
Aprendi que status não engana mais ninguém, especialmente quando você vê uma aluna do 5º semestre dando um show em uma pós graduada
Aprendi até sobre arquitetura barroca, porque não me deixaram esquecer mesmo
Aprendi que não importa o quão honesta você seja, algumas pessoas são tão toscas a ponto de roubar suas canetas
Aprendi que pessoas do outro lado da sala de aula podem ter tanto a ver com você, basta conhecê-las melhor
Aprendi que, mesmo quando você estiver atolada de trabalhos para entregar, você ainda vai arranjar tempo pra viajar por três dias com suas colegas e, ainda assim, vai conseguir entregar seus trabalhos a tempo
Aprendi que as pessoas podem se dar bem apesar das diferenças abismáticas entre elas; umas preferem gastar em roupas, outras em sapatos, outras em livros e outras preferem não gastar (e o que te importa?)
Aprendi que os talleres terminam, mas aprendi também que semanas acadêmicas virão...
Aprendi que você é mais feliz no meio de 5 amigas do que no meio de R$5.000,00 (acredite em mim quando digo isso... é uma fala tão real quanto a da desconhecida que diz acredite em mim quando eu digo pra usar filtro solar)
Enfim, aprendi que um simples taller didático pode fazer você aprender coisas que levaríamos anos pra perceber!


Parei para pensar e me questonei se seria possível ser mais feliz...
A resposta me veio em menos de dois segundos com uma imensa certeza que invadiu meu imo... - Não!

Logo eu que já nem lembrava como era rir por horas e horas sem parar...
eu que acreditava que a felicidade estava longe demais para ser alcançada...
eu que nunca imaginei querer estar eternamente em uma instituição de ensino...
eu que pensava que gravata só se usava em baile de debut...hehehe
eu...eu...que acabei descobrindo que a verdadeira alegria da vida é ter amigas!!!

Que venham muitos talleres, semanas acadêmicas, encontros, feiras do livro..o que quer que seja...DESDE QUE SEJA!

sábado, 4 de outubro de 2008

Eu Me reCuSo, FaçO Hora, vOu Na vaLsa....

Veja bem... nunca fui de acreditar muito em horóscopos, inferno astral e otras cositas más, mas, confesso, - ontem eu deveria ter dado ouvidos. Ou quem sabe eu tenha absorvido subconscinentemente as previsões do radialista!!!

A questão é que, ao levantar, eu liguei o rádio e o locutor imediatamente anunciou: (Note que esta foi a primeira coincidência)
- Alô alô capricornianos... hoje o dia será tumultuado, pessoas tentarão atrapalhar o seu caminho.
- Humm... que besteira - pensei - impossível que todas as pessoas que nasceram em janeiro fossem ter seus dias tumultuados
Doce engano...hehehe

Tomei meu cafezinho e saí para dar uma volta... típico de pessoa que não tem mais o que fazer (só uma resenha crítica de três autores diferentes, fazer uma análise literária, ensaiar uma peça de teatro que temo ser erótica e, é claro, tenho exame de morfossintaxe na segunda-feira).

Tinha esquecido que as pessoas são crueis, mas olhei para o meu cachorro que me seguia alegremente e lembrei que envenenaram o Costelinha e a Esperança aqui na vizinhança. (Aviso aos navegantes desta canoa furada chamada mundo: - A esperança foi a última que morreu!)

Bom, retornei, deixei o cusquinho dentro de casa. Quando ia saindo novamente olhei para o sol e ele brilhava tanto, mas, ao baixar a cabeça, deparei-me com algo que brilhava ainda mais. E a dona do olhar encantador me disse assim:
- Me consegue uma coisinha de comer, tia?
Digam-me: Como eu poderia dizer que não??

Retornei a casa, aproveitei que a torradeira ainda estava quente, fiz um sanduiche, servi um copo de suco e levei para a menininha. Enquanto ela comia, conversava comigo. Nossa!! Nem lembrava como as crianças dizem coisas interessantíssimas!!! A menina me fez perguntas que, pasmem, nem Freud explica!!!
Acreditem, a menina me perguntou qual casa era a minha. A princípio não entendi a pergunta, mas tentei explicar a ela que o que ela achava que eram várias casinhas, eram os cômodos de uma única casa. Ela pensava que cada cômodo era a casa de uma família. Meu Deus, senti minha garganta secar quando ela agradeceu pelo "almoço". Meu Deus, era só um pão!!!!

Quando ela foi embora (e juro que queria que ela tivesse ficado ali comigo pra sempre), eu levei o copo dela até a cozinha e achei que poderia, finalmente, dar meu passeio sossegada. Ledo engano...

O telefone tocou!! Lei de Murphy, comprovadíssima por mim. Dei toda a volta na casa correndo e quando tirei o telefone do gancho a ligação já tinha caído. Tentei gritar um palavrão, mas me senti idiota e desisti.

Olhei o relógio, já estava na hora de ir preparando o almoço.
- Hunf... Eu nem queria sair mesmo...
Mas tenho a estranha sensação de que se eu não tivesse ligado o rádio naquela hora, nada disso teria acontecido.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

PoDe Ter CerteZa...

Depois que muitas pessoas te decepcionarem e tu tiveres perdido a esperança de achar alguma diferente, vai aparecer uma pessoa na tua vida. E essa pessoa vai aparecer de repente tomando teus pensamentos... essa pessoa que vai te tirar sorrisos da alma, mesmo se estiveres sozinho... vai fazer tu esqueceres que teus dias já foram tristes... vai fazer com que tuas feridas pareçam meros arranhões ocorridos num passado distante e esquecido, o sorriso dela vai estremecer algo dentro de ti e o olhar vai te passar uma segurança infinita...

Pode ter certeza; um dia essa pessoa vai aparecer pra ti.

Desculpe ter de complementar a informação que acabo de te dar...mas...
Essa pessoa tão fantástica e diferente, vai te abandonar. Exatamente isso: Vai te abandonar, e de um jeito tão educado que vai fazer com que tu a odeies ainda mais.
Ela vai te dar explicações coerentes e, por consequência, convincentes do 'porque' de ela estar fazendo isso. É claro, na hora tu não vais entender...vais te perguntar - porque ter sido tão amável com alguém que não se pretendia algo mais?

Eu mesma te respondo: é porque as pessoas são egoístas, individualistas e não se importam com ninguém a não ser com elas mesmas. É claro que não é isso que vais pensar. Teu pensamento inicial vai ser o de achar, ou melhor, de tomar por verdade, que o erro foi teu, que tu deves ter algum problema. E o arranhão de um passado distante se torna uma ferida aberta no presente e isso não é uma sensação nada agradável, afinal uma ferida no corpo a gente suporta, mas na alma... na alma é pra sempre.

O tempo vai passar, como sempre... só passar... sem se importar contigo. Os dias vão perdendo o sentido. Todas as coisas são evitadas com o questionamento "pra quê?" estudar pra que? trabalhar pra que? comer pra que? Patético não é mesmo?? Mas é muito real.

As pessoas deixam de se preocupar com si mesmas, elas se abandonam, se apagam e ainda têm coragem de pedir para que alguém não as abandone... Quem sabe, estivéssemos certos ao pensar que o problema era conosco, afinal só sabemos cobrar acertos do outro, sem perceber que o outro só estava esperando calmamente que acertássemos pra não desistir da gente. E falhamos. E ficamos sozinhos. E finalmente entendemos... entendemos tudo!

E podemos ver, claramente, que vamos sobreviver de novo e de novo e de novo...

A moral/lógica dessa história é:
Estrelas têm luz própria; Pessoas são estrelas; Portanto temos luz própria..
Tu não precisas de ninguém pra te fazer luzir. Então BRILHE !!!!!